
Porto, 29 ago 2024 (Lusa) – A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, considerou hoje que a escolha de Maria LuÃs Albuquerque para comissária europeia reflete as prioridades de um Governo “que governa para uma elite” e que está “desligado das reais necessidades” do paÃs.
“Esta nomeação não diz muito de novo sobre Maria LuÃs Albuquerque, diz certamente muito sobre o Governo, sobre as prioridades e escolhas”, afirmou a coordenadora do BE durante uma visita à Feira do Livro do Porto.
Para Mariana Mortágua, a escolha reflete um Governo “que se presta a todo o tipo de favores, ao privilégio, que governa para uma elite, que governa para uma bolha e que está muito desligado das reais necessidades de um paÃs que sofreu tanto à s mãos de Maria LuÃs Albuquerque”.
Destacando que Maria LuÃs Albuquerque foi “a ministra que impôs austeridade, cortou pensões, cortou salários e geriu a falência de bancos importantes”, a coordenadora do BE considerou que o Governo “quis enviar um sinal” com a nomeação.
“É uma voz dos interesses financeiros internacionais, da alta finança nos corredores da Europa e nós não precisamos de mais finança a mandar os destinos da Europa, nem de Portugal e isto revela muito sobre as prioridades do Governo, como a forma como este Governo tem privilegiado estes grandes interesses”, observou, considerando que esta foi “uma má decisão”.
“Não sei se um mau governo pode tomar boas decisões, o que sei é que há um Governo que tem vindo a governar para os privilegiados e que escolheu governar para uma elite”, acrescentou.
O primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, anunciou na quarta-feira que propôs para comissária europeia a ex-ministra das Finanças Maria LuÃs Albuquerque.
O primeiro-ministro disse que escolheu Maria LuÃs Albuquerque com o apoio de todo o Governo, num processo que decorreu com “todo o recato”, e destacou o perfil da antiga ministra de Estado e das Finanças que sabe “que vai honrar Portugal”.
Maria LuÃs Albuquerque, 56 anos, foi ministra de Estado e das Finanças durante o perÃodo em que Portugal estava sob assistência financeira da ‘troika’, sucedendo a VÃtor Gaspar em julho de 2013 e mantendo-se até final do executivo liderado por Pedro Passos Coelho.
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