
Lisboa, 22 jul 2021 (Lusa) — A coordenadora do BE considerou hoje estar demonstrado que o Orçamento do Estado para 2021 “não respondeu” à s necessidades e que a “polÃtica de mÃnimos saiu muito cara”, mantendo as mesmas prioridades de há um ano nas negociações orçamentais.
“O Governo, se quiser divulgar as datas das reuniões, o fará. Eu não tenho feito, nunca o fiz, como sabem. Vamos ter uma reunião em breve, sim, isso é público. O próprio Governo já o divulgou e as prioridades do Bloco de Esquerda também são conhecidas: saúde, trabalho e proteção social”, respondeu aos jornalistas Catarina Martins no final de uma visita à primeira sala fixa de consumo assistido de drogas em Portugal, em Lisboa.
Catarina Martins falava depois de questionada sobre se a reunião com o Governo para as negociações do Orçamento do Estado para 2022 será na sexta-feira.
Segundo a lÃder do BE, “a vida demonstrou que Orçamento do Estado para 2021 não respondeu ao que era necessário”, como à “exaustão dos profissionais do SNS”, à s “necessidades de proteção social” e à s questões do trabalho.
“Aquilo que nós dizÃamos há um ano mantém-se como absolutamente urgente e, portanto, não querendo ser monótona não temos outra solução que não voltar a apresentar as mesmas prioridades: saúde, proteção social e trabalho”, antecipou.
Para Catarina Martins, “a polÃtica de mÃnimos” que o Governo tem levado a cabo “saiu muito cara ao paÃs”, dando o exemplo do adiamento dos “investimentos necessários”.
“Quando nós dizÃamos é preciso alargar a testagem já e aumentar a saúde pública já para prevenir nova vaga, o Governo dizia o ano passado: ‘não, este verão já vai ser de retoma’ e não preparou a segunda vaga, não preparou a terceira, não preparou a quarta. Adiou sempre os investimentos”, criticou.
Cada vez que os investimentos são adiados, segundo a coordenadora do BE, “Portugal fica com um enorme problema sanitário, social e económico”.
“Fazermos de conta que este não é um problema prolongado, com efeitos prolongados que precisa de investimento, fazer de Portugal um dos paÃses da UE que menos gastou na resposta à pandemia, não faz nenhum bem à nossa economia nem à s nossas contas públicas”, condenou.
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