BCP quer pagar aos acionistas até 90% dos lucros

Oeiras, 25 fev 2026 (Lusa) – O presidente executivo do BCP disse hoje que o banco quer alterar a política de dividendos e aumentar de 75% para 90% o resultado a distribuir aos acionistas.

Na conferência de imprensa de hoje, em que divulgou lucros históricos de 1.018,6 milhões de euros, Miguel Maya disse que na próxima assembleia-geral será feita uma proposta de alteração da política de distribuição de resultados.

Até agora o banco tinha como objetivo distribuir até 75% dos resultados e agora quer passar a distribuir até 90% dos resultados aos acionistas, incluindo já referente a 2025.

O presidente não executivo do banco, Nuno Amado, considerou que a nova política de distribuição de resultados é fundamental para “atrair capital e atrair investidores” para o banco.

Dos até 90% em resultados que o BCP quer distribuir, mantém-se o pagamento de dividendos de 50% sendo o restante valor em recompra de ações próprias (desde que cumpridos os objetivos de capital).

O BCP acrescentou que já submeteu um requerimento aos reguladores para este plano.

O grupo BCP teve lucros de 1.018,6 milhões de euros em 2025, os maiores de sempre e mais 12,4% face a 2024, divulgou hoje o banco em conferência de imprensa.

O presidente executivo do banco, Miguel Maya, disse aos jornalistas que no ano em que completou 40 anos o banco registou os “melhores resultados de sempre”.

O BCP tem como principais acionistas o grupo chinês Fosun, com 20,03%, e a petrolífera Sonangol, com 19,49%.

O banco tem uma grande dispersão de ações. Hoje, na bolsa de Lisboa, as ações do BCP subiram 1,13% para 0,92 euros. 

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