
Londres, 13 fev 2026 (Lusa) – A BBC informou na quinta-feira que planeia fazer cortes nas despesas em torno dos 10% nos próximos três anos, sem detalhar o montante exato, para se adaptar a “importantes pressões financeiras”.
Segundos outros meios britânicos, este montante pode atingir os 600 milhões de libras (690 milhões de euros) e implicar despedimentos e reduções de programas.
“No mercado de media em evolução rápida, continuamos a enfrentar importantes pressões financeiras”, disse um porta-voz da BBC, em comunicado.
“Em consequência, esperamos realizar novas poupanças nos próximos três anos, em torno dos 10% dos nossos custos”, acrescentou-se no texto, acentuando que “a questão é tornar a BBC mais produtiva e hierarquizar a nossa oferta para o público”.
As dificuldades da BBC agravaram-se com a redução do número de pessoas que escolhem pagar voluntariamente uma taxa anual, obrigatória para cada lar onde se vejam as estações de televisão em direto.
A racha anual, na qual a BBC se apoia, é de 174,50 libras.
A estação cobrou 3,8 mil milhões de libras de mais de 23 milhões de licenças em 2024-2025, mas 3,6 milhões de residências declaram não o querer fazer, segundo um relatório recente de uma comissão parlamentar.
Mais de 1,1 mil milhões de libras foram perdidas no mesmo período, entre recusas legais ou fugas ao pagamento.
A BBC tem também de lidar com a mudança no consumo dos meios, com a transmissão em direto e os serviços a pedido.
As mais recentes reduções de custos, depois de mais de 500 milhões de libras nos últimos três anos, ocorrem em contexto de polémicas provocadas por uma montagem enganadora de um discurso de Donald Trump, que levaram o diretor-geral, Tim Davie, a anunciar a sua saída da estação, em 02 de abril.
Trump fez queixa por difamação num tribunal no Estado da Florida e quer uma indemnização de 10 mil milhões de dólares. Um juiz federal marcou o início do processo para fevereiro de 2027.
RN // RBF
Lusa/fim
