Bárbara Bandeira inicia em dezembro nova digressão acústica “Maresia”

Lisboa, 13 out 2026 (Lusa) — A cantora Bárbara Bandeira inicia em dezembro, em Leiria, uma digressão em formato acústico que irá acontecer até abril em auditórios de várias localidades portuguesas, anunciou hoje a editora Warner Music Portugal.

A digressão acústica “Maresia” começa em 18 de dezembro em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva, passando depois por Chaves (23 de janeiro no Casino), Santa Maria da Feira (20 de fevereiro no Europarque), Espinho (06 de março no Casino), Coimbra (12 de março no Convento São Francisco), Braga (13 de março no Fórum), Vilamoura (20 de março no Casino) e Sintra (23 de Abril no Centro Cultural Olga Cadaval), “percorrendo o país de norte a sul até abril”, de acordo com a editora, num comunicado hoje divulgado.

“Algumas das canções mais pessoais de Bárbara Bandeira ganham finalmente lugar em concerto na digressão. É neste formato que temas nunca antes apresentados ao vivo encontram espaço para existir, revelando novas camadas das histórias e das emoções que lhes deram origem. Mais do que assistir a um concerto, o público é convidado a entrar em casa e a descobrir o lugar onde nasceu ‘Lusa’ [projeto iniciado pela cantora em 2025]”, refere a editora.

O espetáculo inclui uma instalação inédita da artista plástica Joana Vasconcelos, “Maresia”, “criada especialmente para esta digressão”.

Segundo a editora, a instalação de Joana Vasconcelos “convoca o mar, o croché, os bordados e os canutilhos típicos do norte de Portugal, cruzando memória, artesanato, identidade e fantasia e dá nome a toda a digressão”.

Bárbara Bandeira, de 25 anos, editou em maio deste ano “Lusa: ato II”, a segunda parte de um projeto “de celebração da língua portuguesa”, que é dedicada à “portugalidade” e inclui um dueto com Amália Rodrigues, num tema da fadista nunca antes editado.

No novo álbum, Bárbara Bandeira continua o projeto iniciado em março de 2025 com “Lusa: ato I”, com influências brasileiras, que serviu de introdução, “para explicar o que vinha aí”.

“Para explicarmos que isto vai ser uma fusão entre raízes portuguesas, raízes brasileiras, sendo que eu tenho um pouco dos dois mundos dentro de mim [a mãe é brasileira e o pai português], e vai passar pela lusofonia toda. É basicamente uma celebração da língua portuguesa e da música feita em português”, contou, em maio, em entrevista à agência Lusa.

O projeto terá quatro atos, cada um com “uma estética, um conceito completamente diferente e uma sonoridade diferente também”.

Para a ajudar no “Lusa: ato II”, Bárbara Bandeira contou com as cantoras Carolina Deslandes e Ella Nor, nas letras, e com os produtores Migz e Ariel, “que são uma constante ao longo deste projeto”.

Entre os sete temas que compõem “Lusa: ato II” há um, “Manel”, que conta com a participação de um grupo de cante alentejano feminino, e um outro, “Marcha”, inspirado na Procissão ao Mar, de Viana do Castelo, que se realiza anualmente em agosto durante a Romaria de Nossa Senhora d’Agonia.

Em maio, Bárbara Bandeira falava do ano de 2026 como “o do ato do português de Portugal, raiz” do projeto Lusa. “Mais lá para o final do ano já começaremos a receber algumas pistas do que é que vem a seguir”, revelou na altura.

Bárbara Bandeira iniciou a carreira em novembro de 2015, aos 14 anos, com a edição do primeiro ‘single’, embora antes disso já tivesse gravado um tema com o pai, “Tu és parte de mim”, no álbum “Chegou a hora”, de Rui Bandeira.

O primeiro álbum da cantora, “Finda”, chegou em 2023, mas pelo caminho editou vários ‘singles’ e um EP.

Em 2022 e 2024, foi distinguida com prémio Best Portuguese Act, dos MTV Europe Music Awards. Também em 2022 venceu o prémio de Canção do Ano dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa, com “Onde Vais”, um dueto com Carminho. Voltou a ser distinguida nos PLAY em 2024, com o prémio de Melhor Artista Feminina.

Em maio de 2023, fez a primeira parte dos quatro concertos dos Coldplay em Coimbra, a convite da banda.

Em outubro do ano passado apresentou, num desfile na ModaLisboa, a sua marca de moda, 2B, apresentada na altura como “um território de liberdade, sem género, tempo ou tendências, 100% produzida em Portugal”.

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