Banco do Canadá sobe juros pela primeira vez em mais de três anos

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O Banco do Canadá aumentou a taxa diretora em 0,25 pontos percentuais, fixando-a nos 2,5%. A decisão marca a primeira subida em mais de três anos, depois de um período prolongado sem alterações.

O governador do banco central, Tiff Macklem, justificou a medida com o agravamento das perspetivas para a inflação, sobretudo devido à subida dos preços globais da energia, associada à guerra no Médio Oriente.

A inflação no Canadá atingiu 3,1%, impulsionada principalmente pelos preços da gasolina. O banco receia que os custos mais elevados da energia se estendam a outros bens e serviços, à medida que as empresas transfiram essas despesas para os consumidores.

As novas previsões apontam para uma inflação anual de 3,5%, antes de um abrandamento gradual até à meta de 2%. O banco considera que os preços da energia poderão continuar a pressionar o custo de vida.

O agravamento das tarifas comerciais entre o Canadá e os Estados Unidos também deverá afetar a economia. Ainda assim, o banco central considera que a atividade económica tem demonstrado maior resistência do que inicialmente previsto.

A subida dos juros poderá encarecer os empréstimos, incluindo o crédito à habitação, e dificultar a compra de casas e a construção.

Tiff Macklem não exclui novos aumentos da taxa diretora, mas afirma que o banco vai avaliar cada decisão com prudência, perante a incerteza em torno do conflito no Médio Oriente e da política comercial dos Estados Unidos.

A instituição mantém, assim, o combate à inflação como prioridade, procurando evitar que a subida dos preços da energia se alastre ao conjunto da economia.