
Maputo, 16 mar 2020 (Lusa) — A ameaça do novo coronavÃrus, apesar ainda não ter sido detetado em Moçambique, levou hoje o banco central do paÃs a reduzir as reservas obrigatórias exigidas ao sistema bancário em moeda nacional (metical) estrangeira, anunciou em comunicado.
“O Conselho de Administração do Banco de Moçambique, reunido em sessão extraordinária, deliberou reduzir em 150 pontos base os coeficientes das reservas obrigatórias em moeda nacional e em moeda estrangeira, com efeitos a partir do perÃodo de constituição que se inicia em 7 de abril”, lê-se no documento.
A decisão visa “libertar liquidez para o sistema bancário enfrentar, com maior resiliência, os riscos crescentes decorrentes dos impactos macroeconómicos” da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavÃrus.Â
Com a alteração hoje anunciada, o coeficiente de reservas obrigatórias para os passivos em moeda nacional passa para 11,50% e para os passivos em moeda estrangeira passa para 34,50%.Â
O banco central considera que “as perspetivas de inflação para o médio prazo continuam favoráveis, porém, o agravamento do risco da pandemia de Covid-19 exige que o sistema financeiro esteja suficientemente preparado, com liquidez necessária, para dar resposta célere aos possÃveis efeitos negativos”, conclui.
O novo coronavÃrus já infetou, desde dezembro até hoje, 168.250 pessoas e causou 6.501 mortes, segundo o último balanço divulgado hoje.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o epicentro da pandemia deslocou-se da China para a Europa, onde se situa o segundo caso mais grave, o da Itália, que anunciou no domingo 368 novas mortes nas últimas 24 horas, elevando para mais de 1.800 o número de vÃtimas mortais no paÃs.
O número de infetados a nÃvel mundial ronda as 170 mil pessoas, com casos registados em pelo menos 148 paÃses e territórios, incluindo Portugal, que tem 331 casos confirmados.
Do total de infetados, mais de 77 mil recuperaram.
Â
LFO // VM
Lusa/fim
Â



