
Praia, 29 jul 2026 (Lusa) — O Banco de Cabo Verde (BCV) revelou hoje que os indicadores de vulnerabilidade externa do paÃs melhoraram em 2025 face ao ano anterior, com contributo das exportações e menos divida, segundo o Relatório do Estado da Economia.
“Em geral, os indicadores de vulnerabilidade externa do paÃs melhoraram em 2025 face ao ano anterior, destacando-se o aumento da quota de mercado das exportações e a redução dos rácios do ‘stock’ da dÃvida externa do paÃs em relação à s exportações e ao Produto Interno Bruto (PIB)”, referiu.
Segundo o documento, a balança corrente a registou um excedente de 11.035,7 milhões de escudos (100 milhões de euros), equivalente a 3,7% do PIB, sobretudo devido ao aumento, embora moderado, das receitas provenientes dos serviços de turismo, das remessas dos emigrantes e de outras transferências privadas.
A balança financeira apresentou igualmente uma evolução positiva, com as entradas lÃquidas de financiamento para a economia a aumentarem para 27.998,6 milhões de escudos (254 milhões de euros), devido sobretudo à redução dos ativos externos lÃquidos dos bancos comerciais e ao aumento do investimento direto estrangeiro em Cabo Verde.
Como resultado, o paÃs registou um ganho em ativos de reserva de 333,1 milhões de euros, elevando as reservas externas lÃquidas para 1.064,5 milhões de euros, garantindo 8,8 meses de importações, acima dos 6,5 meses registados em 2024.
A posição de investimento internacional lÃquida, embora continue deficitária, melhorou em cerca de 16.557,5 milhões de escudos (150,3 milhões de euros), passando a representar 108,4% do PIB, contra 123,2% no ano anterior.
Apesar desta melhoria, o BCV alerta que a posição de investimento internacional lÃquida continua elevada, constituindo uma fonte de vulnerabilidade externa para o paÃs.
No plano orçamental, o BCV indicou que as contas públicas registaram um excedente de 1,1% do PIB em 2025, contra um défice de 1,1% no ano anterior, devido essencialmente ao aumento das receitas públicas.
A dÃvida pública continuou a reduzir-se em 2025, embora permaneça em nÃveis elevados, refletindo o crescimento económico e um saldo primário positivo.
Incluindo os passivos contingentes das empresas públicas e das autarquias locais, a dÃvida situou-se em 115,7% do PIB, abaixo dos 127,8% registados em 2024.
Â
RS // ANP
Lusa/Fim



