
Oeiras, 25 fev 2026 (Lusa) – O BCP reduziu 157 trabalhadores em termos líquidos em 2025, tendo 6.046 empregados na atividade em Portugal no final do ano passado, segundo as contas hoje apresentadas.
Na conferência de imprensa nas instalações do banco em Oeiras, o presidente executivo do BCP, Miguel Maya, disse que em 2025 houve saídas líquidas de 157 empregados, mas que foram contratados 210 trabalhadores.
Tendo em conta estes dois dados, segundo contas feitas pela Lusa, em 2025 saíram do BCP mais de 360 pessoas.
Segundo Maya, a maior parte das saídas foram através de reformas e rescisões por acordo.
Nas contas hoje apresentadas, o banco indica gastos de 23,3 milhões de euros em custos extraordinários com pessoal, que serão maioritariamente com este programa de saídas.
Quanto às negociações salariais deste ano, esta semana o banco propôs aos sindicatos um aumento de 2% (acima da proposta inicial de 1,8%).
Questionado sobre como justifica o banco propor 2% de aumentos salariais quando apresenta lucros de superiores a 1.000 milhões de euros, Miguel Maya disse que isso é a proposta para aumento das tabelas salariais, que abrange todos os trabalhadores (“os com mais compromisso com o banco, os com menos compromisso com o banco”), e que além disso o banco atribui prémios a trabalhadores consoante a sua prestação.
Além disso, afirmou, os resultados do banco são referentes a um ano e os aumentos salariais ficam para sempre, enquanto o trabalhador se mantiver no banco.
Quanto a agências, em 2025, o BCP reduziu nove e tinha 389 no final do ano.
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