Aviões do Air Invictus fazem os mais pequenos sonhar com “grandes voos”

Maia, Porto, 19 jun 2026 (Lusa) – Os aviões que vão “desenhar linhas” nos céus do Porto, Gaia, Maia e Matosinhos até domingo fizeram sonhar com “grandes voos” os mais novos que hoje visitaram o Aeródromo de Vilar da Luz durante o “primeiro momento” do Air Invictus.

Pensavam que iam ter de olhar para o céu para ver os aviões, mas não. As máquinas “iguais aos pássaros” estavam em terra e desligadas, mas mesmo assim não desiludiram. Mais logo, sábado e domingo, as mesmas máquinas que esta manhã ‘dormem’ na Maia vão dar espetáculo nos céus no festival aéreo que pretende “entrar para a história”.

“Eu pensava que eram maiores. Como aquele em que fui para os Açores com os meus pais. Estes são pequeninos, parecem de brincar”, analisou o Gustavo, do alto dos seus experientes 6 anos.

O Gustavo, aluno de uma escola da Maia, ficou admirado com o aparente pequeno tamanho dos aviões, mas não desiludido: “Voam iguais aos pássaros, são coloridos e também devem desenhar linhas no céu. São bonitos. Posso andar?”. Não, o Gustavo não pode andar no avião “de boca laranja”, mas pode ver, tocar, espreitar e falar com pilotos.

“Aquele senhor grande é piloto. Deve ir todo torto lá dentro. Quando eu crescer também quero ser piloto”, avisou o pequeno, que pouco depois torceu o nariz à ideia quando soube que tinha de estudar muito.

O “primeiro momento” do Air Invictus foi dedicado aos mais pequenos, os primeiros a visitar os aviões que vão estar em exibição no festival e que estão durante todo o dia em exposição no Aeródromo da Maia, juntamente com outros aparelhos da Força Aérea.

“Aquilo que se pretende aqui é que estas crianças, das cidades que recebem o Air Invictus, possam ter contacto com os aviões, com os pilotos, que ganhem gosto pela aviação, pelo espaço. As crianças são recebidas por pilotos e militares da Força Aérea e têm a possibilidade de interagir com eles, perguntarem o que quiserem”, explicou à Lusa o responsável pelo festival, Luís Castro.

E eles perguntaram. Tudo e sobre tudo: quanto custa cada avião, se andam muito depressa como os carros de Formula 1, como se ligam, se têm rede de telemóvel, onde ficam estacionados e até se pagam portagem na autoestrada.

Para os restantes dias do festival, a expectativa “é grande e muita”, disse à Lusa Luís Castro: “Queremos entrar para a história e bater o recorde da maior exibição com drones. Vamos, ou queremos ter, no céu, mais logo, 3.100 drones para um espetáculo que vai recriar nos céus os monumentos marcantes das cidades e desenhar aquela que esperamos que seja a maior bandeira de Portugal de sempre, com 250 metros, pelo menos”, apontou.

O pequeno Gustavo confessou, também à Lusa, que até ficou contente por não voar esta manhã: “Não me parece que [os aviões] tenham quarto de banho e eu fico aflitinho”, disse.

Nove anos depois dos aviões da Red Bull Air Race terem competido sobre o rio Douro, a animação regressa agora aos céus com o Air Invictus, com acrobacias dos melhores pilotos do mundo num desfile de modelos clássicos e contemporâneos civis e militares, música e espetáculo de drones, num total de 15 eventos.

O programa inclui ainda ‘performance’ de pilotos nacionais e internacionais especialistas em acrobacias aéreas, batismos de voos e animação.

JCR // JAP

Lusa/Fim