
Lisboa, 30 ago 2019 (Lusa)- A PolÃcia MarÃtima portuguesa colaborou no resgate de 546 migrantes por terra e por mar na Grécia, após pedido das autoridades gregas, foi hoje anunciado.
Em comunicado, a PolÃcia MarÃtima refere que o auxÃlio ao resgate, por terra e por mar, de 546 migrantes, decorreu “fora do seu perÃodo de patrulha”, na sexta-feira, após “solicitação urgente da Guarda Costeira Grega.
Nesse perÃodo, foi feito um desembarque de migrantes, envolvendo 13 embarcações, na zona norte da ilha de Lesbos.
As autoridades portuguesas participaram na operação com quatro viaturas ligeiras, um veÃculo de vigilância e uma embarcação.
Em terra, a PolÃcia MarÃtima efetuou o controlo e transporte dos migrantes para um campo de migrantes, tendo sito entregues à s autoridades gregas.
Desde 2014, a PolÃcia MarÃtima já salvou quase seis mil migrantes, através de missões a bordo do navio “Poseidon”, que tem como objetivo controlar e vigiar as fronteiras marÃtimas gregas e externas da União Europeia.
A Governo grego decidiu hoje transferir para o continente refugiados de campos de migrantes sobrelotados nas ilhas e reforçar a vigilância nas fronteiras marÃtimas.
O Conselho de Relações Exteriores e de Defesa do Governo grego reuniu hoje para encontrar soluções para reforçar a vigilâncias nas fronteiras, tendo decidido transferir migrantes das ilhas para o continente e ativar um sistema integrado de vigilância marÃtima, com um custo de 50 milhões de euros, que o Governo anterior tinha rejeitado.
Para dar resposta aos campos sobrelotados, o primeiro-ministro reuniu hoje com os assessores de segurança nacional, tendo decidido também acelerar a deportação de todos aqueles que, tendo pedido asilo, viram o estatuto rejeitado, evitando que permaneçam em território grego por muito tempo.
A decisão acontece na semana em que mais 600 refugiados chegaram à ilha de Lesbos tornando mais difÃcil a situação de acomodamento de migrantes nos campos daquela ilha do Mediterrâneo.
FCC (RJP) // PJA
Lusa/Fim



