
Gaza, Palestina, 08 mai 2024 (Lusa) – As autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelo grupo islamita Hamas, afirmaram hoje ter encontrado uma terceira vala comum nos terrenos do hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, e até ao momento foram exumados 49 corpos.
“As equipas médicas localizaram uma terceira vala comum dentro do Complexo Médico Al-Shifa e foram exumados, até ao momento, 49 mártires”, afirmaram as autoridades de Gaza num comunicado publicado na rede social Telegram.
As autoridades israelitas ainda não comentaram o assunto.
“As operações de exumação não terminaram e esperamos encontrar dezenas de corpos”, referiram a nota, acusando as tropas israelitas de “executarem quase 400 mártires, incluindo pessoal médico, administrativo, ferido, doente e deslocado” durante as suas operações nas instalações do hospital.
O comunicado referiu que a descoberta de hoje “eleva para sete o número de valas comuns localizadas no interior de hospitais” em Gaza. Uma vala comum foi descoberta no hospital Kamal Aduan, três em Al-Shifa e outras três no hospital Nasser, segundo as autoridades de Gaza.
“Até agora, foram recuperados 520 mártires dessas sepulturas”, afirmou, denunciando “as ações do Exército israelita dentro dos centros médicos”.
“Pedimos à s Nações Unidas e a todas as organizações internacionais que condenem estes crimes atrozes. Responsabilizamos totalmente a Administração dos Estados Unidos, a comunidade internacional e a ocupação israelita por estas valas comuns e pelo crime flagrante contra a humanidade”, sublinhou.
Apelaram a “todos os paÃses do mundo livre para que pressionem a ocupação (Israel) para acabar com esta guerra genocida e a guerra contra o setor da saúde e os hospitais” e abertura de uma investigação internacional independente sobre os crimes contra a humanidade cometidos pela ocupação contra o pessoal médico, os feridos, os doentes, os deslocados e os civis em geral”, afirmaram as autoridades de Gaza.
O exército israelita respondeu à s acusações sobre as valas comuns em Al-Naser classificando-as como “completamente infundadas”, enquanto as Nações Unidas apelaram a uma investigação “independente, eficaz e transparente” devido à s denúncias sobre pessoas que teriam sido enterradas vivas ou com marcas de execução.
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