
Luanda, 24 fev 2026 (Lusa) — Autoridades angolanas disseram hoje que o controlo da fronteira terrestre do país continua a ser um grande desafio e anunciaram a construção e reabilitação progressiva das infraestruturas fronteiriças para uma abordagem mais eficiente e eficaz.
De acordo com o secretário central do Comité de Gestão Coordenada de Fronteiras (CGCF) de Angola, Bráulio Fernandes, persistem grandes desafios no controlo da vasta fronteira terrestre do país, em contratste com a evolução que se regista nas fronteiras aéreas e marítimas.
“No cenário aéreo, com a entrada em funcionamento do Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, com um conjunto de tecnologias e serviços devidamente integrados com ampla qualidade, nós temos um ganho do ponto de vista daquilo que é a fronteira aérea”, afirmou hoje o responsável.
Bráulio Fernandes, que falava no final do VI Encontro dos Ministros e Titulares Máximos dos Órgãos do CGCF, que decorreu em Luanda, assegurou que a fronteira marítima “tem observado um grande investimento em sede dos portos, com destaque para o Porto de Luanda, com desenvolvimentos em segurança”.
O responsável reconheceu que o grande desafio do país reside no controlo da vasta fronteira terrestre, sobretudo nas zonas norte, sul e leste de Angola: “E é aqui onde temos olhado com maior ênfase dos trabalhos do comité”, disse.
Bráulio Fernandes destacou o Posto Fronteiriço do Luvo, inaugurado na última semana na província angolana do Zaire, norte de Angola, como ponto de partida para a reestruturação de construção de novas infraestruturas fronteiriças a nível do país.
“Mas, a verdade, é que existem ainda muitos desafios e a ideia é que consigamos de forma progressiva ir dinamizando a construção e reabilitação das infraestruturas de fronteiras para cada vez mais conferirmos qualidade de prestação de serviço aos operadores, condições de trabalho dos órgãos para uma abordagem cada vez mais eficaz e eficiente nas fronteiras”, respondeu à Lusa.
Hoje, na primeira reunião do ano, este órgão – criado pelo Presidente angolano, João Lourenço, em 2020 -, aprovou a Estratégia Nacional de Gestão Coordenada de Fronteiras que, doravante, passará a ser denominado Programa Estratégia Nacional de Gestão Coordenada de Fronteiras, revelou o secretário central do CGCF.
O responsável esclareceu que a entidade aprovada vai permitir que o CGCF tenha um “instrumento de planificação e de gestão com pilares de forma efetiva na sua execução em termos de trabalho corrente no curto, médio e longo prazo”.
“Este encontro do CGCF visou no essencial fazer o balanço das atividades realizadas ao longo do ano transato 2025 e verificar o nível de efetividade daquilo que foram os trabalhos desenvolvidos em sede do comité”, argumentou.
Segundo Bráulio Fernandes, os ministros, membros deste comité, fizerem hoje uma “avaliação positiva” das ações desenvolvidas em 2025 onde, frisou, “foi possível concretizar acima de 70% daquilo que eram as atividades previstas em 2025, sendo que as demais 30% já se encontram em execução no decurso de 2026”.
“Destacar aqui o contrabando de combustível que observou uma redução dos níveis de ocorrência e outras matérias que também foram igualmente sendo abordadas no âmbito do comité, como as tecnologias, a capacitação dos quadros”, concluiu.
DAS // JMC
Lusa/Fim
