
Luanda, 18 out 2019 (Lusa) – A Autoridade Reguladora da Concorrência de Angola deu aval positivo à parceria entre a Sonangol, petrolÃfera estatal angolana, e a Total, empresa francesa, para distribuição e comercialização de derivados de combustÃveis no paÃs.
Num comunicado, a que agência Lusa teve hoje acesso, a Autoridade Reguladora da Concorrência refere que “decidiu não se opor à operação de concentração de empresas, notificada pela Sonangol e Total Outre Mer”, tendo em conta que “os compromissos apresentados pelas notificantes permitem a manutenção da concorrência efetiva nos mercados relevantes identificados”.
A ‘joint-venture’ entre a Sonangol e a Total foram assinadas em Luanda, em dezembro de 2017, pelo então Presidente do Conselho de Administração da petrolÃfera angolana, Carlos Saturnino, e pelo seu homólogo da petrolÃfera francesa, Patrick Pauyanné.
A nota da Autoridade Reguladora da Concorrência sublinha que com esta parceria, concretizada através da constituição de uma sociedade anónima, serão desenvolvidas atividades de logÃstica, distribuição e comercialização de produtos derivados de hidrocarbonetos lÃquidos e gasosos, prestação de outros serviços relacionados ou complementares, respetivamente.
O investimento conjunto prevê ainda a distribuição de soluções para energia solar e a realização de atividade no segmento de soluções de energia hÃdrica, realça a nota.
Um ano depois da assinatura do acordo em Luanda, a Total anunciou que iria entrar no ramo da comercialização de combustÃveis em Angola, através da parceria com a Sonangol, que cederá os primeiros 45 postos de abastecimento.
A multinacional francesa, operadora petrolÃfera em Angola desde 1953, esclarecia que as duas companhias “decidiram criar uma ‘joint-venture’ para desenvolver atividades de retalho e de distribuição no paÃs, o quarto maior mercado da região subsaariana”.
“A ‘joint-venture’ Total-Sonangol irá inicialmente concentrar-se na atividade de distribuição e venda de combustÃveis no segmento B2C (mercado empresarial), lançando uma rede de bombas de combustÃvel com a marca Total. Ela desenvolverá, em paralelo, atividades no B2B (retalho)”, referia-se no documento.
A Total acrescentava ainda que, “dependendo” dos “avanços no atual processo de liberalização” da comercialização de combustÃveis a retalho, a petrolÃfera francesa “também pretende desenvolver através desta parceria, tanto atividades de logÃstica como de fornecimento de derivados de petróleo, incluindo a importação e armazenamento primário de produtos refinados”.
Com base na parceria, a Sonangol irá “contribuir com 45 bombas de combustÃvel já existentes em áreas urbanas e nas estradas nacionais”, que chegará desta forma a dez provÃncias do litoral e centro do paÃs.
A petrolÃfera francesa lembrava na altura que a parceria estava sujeita “à avaliação pelas autoridades que regulam a concorrência” em Angola.
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