
Lisboa, 28 set 2021 (Lusa) – O presidente do CDS-PP defendeu hoje que o partido teve “o melhor” resultado em eleições autárquicas “desde há algumas décadas” e criticou aqueles que “vão torturando os números”, salientando que o partido conta consigo, “como sempre contou”.
“O CDS-Partido Popular obteve um grande resultado nestas eleições autárquicas. O melhor desde há algumas décadas a esta parte”, escreveu Francisco Rodrigues dos Santos na sua página oficial na rede social Facebook.
E criticou “os do costume”, que “vão torturando os números para diminuir” o partido, classificando como “um ataque injusto a todos aqueles que deram a cara nestas eleições, num dos contextos mais difÃceis” da história.
“Mais do mesmo: foi assim nas eleições dos Açores, depois de chegarmos ao Governo pela primeira vez; foi assim nas eleições presidenciais, depois de eleito o candidato que apoiámos; e está a ser assim, depois das melhores eleições autárquicas em muito tempo”, elencou.
Na publicação, o lÃder democrata-cristão salientou que “esta estratégia polÃtica foi uma aposta pessoal” sua e da sua direção e “contou com uma mobilização extraordinária do partido”, e salientou que “não há dúvidas de que esta estratégia resultou”.
“Assumi-a, tendo contra mim os crÃticos de ontem, que hoje ainda não baixaram armas diante destes resultados (muitos deles, pasme-se, eleitos em listas de coligação)”, criticou, apontando que celebrará “sempre as conquistas” do CDS-PP e vai defender o partido “dos que procuram transformar sucessos em insucessos para seu aproveitamento pessoal”.
“O CDS-PP conta comigo, como sempre contou, mas agora mais forte, maior e com mais futuro”, frisou.
Rodrigues dos Santos especifica que concorreu “em listas próprias ou em listas lideradas por si em 99 autarquias” e que nestas elegeu “mais autarcas do que o BE, PAN, Chega e Iniciativa Liberal em todo o paÃs” e mais do que “PAN, CH e IL juntos em todo o território nacional”.
Lembrando que desde que foi eleito defendeu “uma estratégia de entendimentos com o PSD sempre que fosse possÃvel afastar a esquerda do poder”, o presidente centrista indicou que “o CDS-PP concorreu coligado com o PSD em 135 autarquias e os resultados estão à vista” e destacou que “PSD e CDS-PP, juntos, governam mais do dobro das câmaras do que em 2017”, o que se traduz em “mais de 40 câmaras, entre elas as de oito capitais de distrito, incluindo Lisboa”.
“Somados os votos que nos correspondem nas coligações com os de listas próprias, a percentagem de votos nacional do CDS-PP cresce substancialmente e aproxima-nos da terceira força polÃtica”, salientou, considerando que “os votos do CDS-PP foram imprescindÃveis para ganhar eleições à esquerda e virar o paÃs à direita”.
“No conjunto do paÃs, o CDS-PP superou todos os objetivos a que se propôs: ganhou as suas seis câmaras municipais, todas com maioria absoluta, o que não se verificava; elegeu muitos mais autarcas do que em 2017 e reforçou a sua presença territorial. Somos o único partido que participa em simultâneo na governação de Lisboa, Porto, Coimbra e Funchal. E temos representação polÃtica em locais onde há muitos anos não tÃnhamos”, acrescentou Francisco Rodrigues dos Santos.
O presidente do CDS respondeu assim a crÃticos como o lÃder da distrital de Lisboa, João Gonçalves Pereira, que pediu uma “clarificação da estratégia” e considerou que em listas próprias o CDS teve um resultado “manifestamente preocupante”, ou ao ex-vice-presidente Adolfo Mesquita Nunes, que afirmou que “quando vai sozinho o CDS está no fim da tabela dos partidos”.
Também Pedro Mota Soares criticou a estratégia, lamentando que “o CDS não escolheu afirmar a sua marca”.
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