
Lisboa, 21 dez 2022 (Lusa) – O indicador de atividade económica “desacelerou significativamente” em setembro e outubro, “registando a taxa mais baixa desde março de 2021” e o indicador de clima económico aumentou em novembro, divulgou hoje o INE.
Na SÃntese Económica de Conjuntura, o Instituto Nacional de EstatÃstica (INE) refere que o indicador de atividade económica, que sintetiza um conjunto de indicadores quantitativos que refletem a evolução da economia, “desacelerou significativamente em setembro e outubro, após ter acelerado em agosto, retomando o perfil de abrandamento registado entre março e julho e registando a taxa mais baixa desde março de 2021”.
Em sentido inverso, “o indicador de clima económico, que sintetiza os saldos de respostas extremas das questões relativas aos inquéritos qualitativos à s empresas, aumentou em novembro, após ter diminuÃdo entre agosto e outubro”.
O indicador quantitativo de consumo privado desacelerou entre agosto e outubro, após ter acelerado no mês precedente.
Os indicadores de curto prazo (ICP) relativos à atividade económica na perspetiva da produção, disponÃveis para outubro, apontam para uma desaceleração da atividade económica em termos nominais, verificando-se, em termos reais, “uma diminuição na indústria e uma aceleração na construção”, adianta o INE.
“O Ãndice de preços na produção da indústria transformadora apresentou, em novembro, uma taxa de variação homóloga de 19,6%, desacelerando pelo quarto mês consecutivo, após ter registado em julho o crescimento mais elevado da atual série (25,9%). Excluindo a componente energética, este Ãndice aumentou 13,9% em termos homólogos (14,7% em outubro)”, enquanto o relativo aos bens de consumo “continuou a acelerar, passando de uma variação homóloga de 15,7%, em outubro, para 16,2% em novembro”.
De acordo com a sÃntese, “o consumo médio de eletricidade em dia útil registou uma variação homóloga de 1,8% em novembro, o que compara com taxas de 0,2% e 1,5% em setembro e outubro, respetivamente”.
O indicador quantitativo de consumo privado “desacelerou entre agosto e outubro, após ter acelerado” no mês anterior.
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