
Beirute, 29 set 2024 (Lusa) — Os ataques israelitas no LÃbano poderão ter deslocado cerca de um milhão de pessoas, no que será o maior movimento de população da história do paÃs, admitiu hoje o primeiro-ministro libanês, Najib Mikatil.
“O número é muito grande e pode chegar a um milhão de pessoas”, o que equivaleria a um sexto da população total do LÃbano, disse Mikatil durante uma conferência de imprensa, segundo a agência francesa AFP.
“Poderá ser a maior deslocação de população na história do LÃbano”, acrescentou.
O Hezbollah abriu uma frente contra Israel no inÃcio da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas ao território israelita em 07 de outubro de 2023, em apoio ao grupo palestiniano, sem no entanto lançar uma guerra total.
Israel lançou há uma semana uma campanha de bombardeamentos em grande escala contra os bastiões do Hezbollah no sul e no leste do paÃs, bem como nos subúrbios do sul de Beirute, matando mais de 700 pessoas, segundo o Ministério da Saúde.
Um dos bombardeamentos visou a sede do Hezbollah, na sexta-feira, e resultou na morte do lÃder do grupo, Hassan Nasrallah, além de outros dirigentes da organização xiita e de um general iraniano.
Os bombardeamentos provocaram também a deslocação de cerca de 120.000 pessoas, segundo a OIM (Organização Internacional para as Migrações).
Muitas das pessoas encontraram refúgio em Beirute, em condições precárias, e há quem receie que as deslocações possam ameaçar o frágil equilÃbrio entre as comunidades sunita, cristã, xiita e drusa no LÃbano.
Milhares de pessoas também fugiram para a SÃria, de acordo com as autoridades do regime do Presidente Bashar Al-Assad.
O jornal libanês L’Orient du Jour noticiou hoje que centenas de famÃlias, incluindo sÃrios e libaneses, estavam concentradas na ponte de Qammar em Wadi Khaled, para tentar entrar na SÃria pela estrada de al-Baqi’a em direção a Homs.
Muitos deles estão a enfrentar atrasos administrativos na fronteira sÃria, o que os deixa retidos no lado libanês do ponto de passagem durante todo o dia, à espera de autorização para entrar em território sÃrio, acrescentou.
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