Astronauta da missão Artemis II vence Prémio Princesa das Astúrias da Concórdia 2026

Madrid, 17 jun 2026 (Lusa) – A astronauta norte-americana Christina Koch, que integrou a missão espacial Artemis II, venceu hoje o Prémio Princesa das Astúrias da Concórdia 2026, pela história de “superação pessoal” e o contributo para “estender as fronteiras da Humanidade”.

“O seu esforço de superação pessoal contribuiu para estender as fronteiras da Humanidade, apoiada num amplo trabalho coletivo, cuja exemplaridade se projeta através da mensagem da missão espacial Artemis II: ‘Planeta Terra: vocês são uma tripulação'”, justificou o júri do Prémio Princesa das Astúrias Concórdia 2026, na ata de atribuição do galardão, lida hoje em Oviedo, no norte de Espanha.

A tripulação da missão Artemis II, da NASA (a agência espacial dos EUA), passou este ano pelo lado oculto da Lua e alcançou a maior distância jamais percorrida por seres humanos em relação à Terra (406.771 quilómetros).

“Ao rodear a Lua, Koch transformou-se também na primeira mulher da história em afastar-se do nosso planeta o suficiente para sair do seu campo magnético e chegar ao espaço profundo, tendo assim ultrapassado uma fronteira que nenhuma mulher tinha atravessado antes”, acrescentou, num comunicado, a Fundação Princesa das Astúrias, que atribui anualmente os prémios com o mesmo nome.

Além de Christina Koch, integraram a missão Artemis II, os astronautas norte-americanos Reid Wiseman (comandante) e Victor Glover (piloto) e o canadiano Jeremy Hansen.

Christina Koch e Jeremy Hansen foram os especialistas da missão.

Nascida em 1979 no Michigan, EUA, Christina Koch licenciou-se em Engenharia Elétrica e Física e iniciou em 2013 a carreira na NASA, que inclui diversas missões na Agência Espacial Internacional, entre outras.

Na primeira conferência de imprensa após o regresso à Terra da missão Artemis II, a tripulação “transmitiu uma mensagem de esperança, união e concórdia”, realçou hoje a Fundação Princesa das Astúrias, num comunicado em que lembrou um das frases de Christina Koch nesse momento: “Planeta Terra: vocês são uma tripulação”.

Uma frase que sublinha “o paralelismo entre a humanidade e a tripulação de uma nave, que não é só um grupo de pessoas que viajam juntas, mas um vínculo de responsabilidade mútua e interdependência total em busca do bem comum”, acrescentou a Fundação.

Os Prémios Princesa das Astúrias distinguem o “trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário” realizado por pessoas ou instituições a nível internacional. 

São atribuídos oito galardões todos os anos, em diversas áreas, e cada prémio consiste numa escultura do pintor e escultor espanhol Joan Miró, 50.000 euros, um diploma e uma insígnia, entregues numa cerimónia solene com a Família Real espanhola, em Oviedo, no norte de Espanha, em outubro.

O prémio da Concórdia foi o oitavo e último da 46.ª edição destes galardões.

Nas últimas semanas, a Fundação Princesa das Astúrias anunciou a atribuição do prémio das Letras 2026 ao escritor britânico Julian Barnes; o de Desporto ao futebolista argentino Leonel Messi; o de Ciências Sociais ao historiador e ensaísta britânico Timothy Garton Ash, o das Artes à cantora e escritora norte-americana Patti Smith; o de Comunicação e Humanidades aos estúdios de animação japonesa Ghibli; o de Investigação Científica e Técnica 2026 aos químicos britânicos David Klenerman e Shankar Balasubramanian e ao biofísico francês Pascal Mayer; e o de Cooperação Internacional 2026 ao Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega.

 

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