
Maputo, 09 out (Lusa) – Os sucessivos assassinatos de figuras públicas em Moçambique, sem resolução, traduzem a ideia de que o crime capturou os direitos e liberdades fundamentais, disseram hoje à Lusa dois analistas.
“Académicos, magistrados, polÃticos e jornalistas têm estado a pagar com a sua própria vida por expressarem livremente o seu pensamento”, afirmou Borges Nhamire, ativista do Comité para a Proteção da Liberdade de Expressão e de Imprensa, em entrevista à Lusa, em Maputo.
Reagindo ao homicÃdio, no dia 04, de Mahamudo Amurante, presidente do municÃpio de Nampula, norte de Moçambique, Nhamire afirmou que o assassinato obedece a um padrão que tem sido imposto para silenciar o exercÃcio de direitos e liberdades fundamentais no paÃs.



