
Lviv, Ucrânia, 19 ago 2024 (Lusa) – Os cortes de energia voltaram a afetar as casas ucranianas e deverão durar pelo menos uma semana, devido a enormes danos causados ??por ataques de mÃsseis e ‘drones’ russos, informou hoje a Ukrenergo, operadora da rede elétrica do paÃs.
“Por causa do crescente défice de capacidade de geração de eletricidade no sistema elétrico, as restrições de consumo serão aplicadas hoje das 17:00 à s 21:00 [locais]”, indicou a Ukrenergo através das redes sociais.
A maioria dos consumidores deverá passar pelo menos uma hora sem eletricidade hoje, exceto infraestruturas crÃticas e empresas que cobrem a maior parte das suas necessidades de eletricidade importando-a do exterior, a preços mais elevados.
“O sistema energético ainda está a recuperar dos oito ataques massivos dos russos e enfrenta uma escassez de capacidade de geração, enquanto prosseguem os trabalhos de emergência e de manutenção programada nas instalações elétricas”, justificou a Ukrenergo.
A Ucrânia perdeu mais de nove gigawatts de capacidade de geração este ano, após mÃsseis russos danificarem ou destruÃrem todas as suas centrais hidroelétricas e térmicas que permanecem sob o seu controlo.
O paÃs depende atualmente das três centrais nucleares que permanecem em mãos ucranianas após a captura da maior, em Zaporijia, bem como da energia solar e outras fontes renováveis ??e das importações de paÃses europeus, que ascenderam a 1,23 gigawatts no pico de hoje.
A maioria dos ucranianos passou meio dia ou mais sem eletricidade durante várias semanas no inÃcio do verão, quando as centrais nucleares da Ucrânia estavam em manutenção e o consumo subiu para nÃveis recordes devido ao calor.
Embora o paÃs esteja a investir na expansão da produção descentralizada de eletricidade e espere reparar o máximo possÃvel da capacidade danificada durante o inverno, os especialistas alertam que os cortes de energia, também conhecidos como “apagões”, poderão durar ainda mais à medida que as temperaturas começarem a descer.
O risco de novos ataques em grande escala por parte da Rússia também permanece elevado, quando Moscovo acumula mÃsseis suficientes para atacar as infraestruturas do paÃs vizinho, segundo especialistas militares.
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