
Nações Unidas, 15 mar (Lusa) – O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou hoje a sua tristeza e condenou “com veemência” os ataques a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia que provocaram pelo menos 49 mortos e 48 feridos.
Numa mensagem na rede social Twitter, António Guterres condenou “com veemência a morte de pessoas inocentes enquanto oravam pacificamente em mesquitas” expressando as suas “profundas condolências à s famÃlias das vÃtimas.”
O secretário-geral da ONU salientou ainda que todos se devem “unir contra o ódio antimuçulmano e todas as formas de fanatismo e terror”.
Também o diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), António Vitorino, reagiu, no Twitter, afirmando estar “profundamente triste com a terrÃvel perda de vidas” provocadas pelos ataques e sublinhou que é possÃvel que “entre os mortos e feridos estejam muitos refugiados e migrantes.”
Pelo menos 49 pessoas morreram e 48 ficaram feridas hoje no ataque a duas mesquitas em Chirstchurch, na Nova Zelândia.
Os ataques tiveram inÃcio à s 13:40 (00:40 em Lisboa) nas mesquitas de Al Noor, em Hagley Park, e de Linwood Masjid.
Em conferência de imprensa, o comissário Mike Bush da polÃcia neozelandesa informou que “um homem foi acusado de homicÃdio” e vai ser presente a tribunal pelos ataques contra as mesquitas, situadas no centro da cidade de Christchurch.
Segundo este responsável, as autoridades desativaram uma série de engenhos explosivos improvisados encontrados num veÃculo após os disparos numa das mesquitas.
Christchurch é a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e a terceira maior cidade do paÃs com cerca de 376.700 habitantes, localizada na costa leste da ilha e a norte da penÃnsula de Banks. É a capital da região de Canterbury.
Um homem que se identificou como Brenton Tarrant, de 28 anos, nascido na Austrália, reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.
Brenton Tarrant deixou um manifesto anti-imigrantes de 74 páginas, no qual procurou justificar as ações.
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