
Porto, 26 nov 2023 (Lusa) – O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje que o paÃs tem “boas razões” para confiar no futuro e “mais liberdade de escolha” por ter “menos constrangimentos orçamentais”.
“Não vos vou aqui falar do futuro, mas sendo o tema ‘Portugal Futuro’, acho ser meu dever dizer por que razões acho que temos boas razões para estar confiantes no futuro e para acreditar que, seguramente, o futuro é melhor do que o presente, não o digo por uma questão de fé, nem por um otimismo voluntarista”, afirmou António Costa.
O primeiro-ministro, que discursava na cerimónia de entrega do Prémio Manuel António da Mota, que decorreu na Alfândega do Porto, afirmou também que o paÃs “goza de maior liberdade” depois de “vencer décadas de desequilÃbrio orçamental”.
“Hoje o paÃs felizmente goza de maior liberdade para as suas escolhas relativas ao futuro. O facto de termos vencido décadas de desequilÃbrio orçamental e termos hoje uma situação sem necessidade de aumentar impostos nem cortar despesas, e termos um orçamento equilibrado, isso traduz-se em algo da maior importância democrática e polÃtica”, afirmou.
António Costa destacou que essa liberdade permitirá aos portugueses escolherem os programas que desejam, mas também “reservar os saldos para investir no futuro, reservar os saldos para fazer face a vicissitudes no futuro, usar o saldo para diminuir receita e usar o saldo para aumentar despesa”.
“Esta conquista e este grau de liberdade é algo que nos dá confiança relativamente ao nosso futuro”, acrescentou.
Entre as várias “razões objetivas” que disse sustentarem a confiança no futuro, o primeiro-ministro assinalou o combate à pobreza, o tecido económico, a atração de investimento e a qualificação dos recursos humanos.
António Costa considerou também que Portugal poderá assumir um papel importante no combate à s alterações climáticas, não só “com palavras”, mas com ações, assegurando novas formas de produção e consumo de energia.
“Portugal pode encarar este desafio com confiança”, considerou, reforçando existirem “boas razões para confiar no futuro”.
“Que futuro vamos ter? Vamos ter seguramente o futuro que os portugueses escolherem ter, com a garantia de que hoje têm mais liberdade de escolha porque hoje têm menos constrangimentos orçamentais do que tinham anteriormente, que hoje contam com tecido um económico mais robusto e mais sólido, que produz mais e melhor emprego (…) que partimos das melhores condições em matéria de transição energética e, sobretudo, porque hoje temos os recursos humanos, que não só equipára à média europeia como se aproxima dos melhores nÃveis da União Europeia”, acrescentou.
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