
Luanda, 29 nov 2022 (Lusa) — Angola já utilizou 71% dos cerca de 105 milhões de dólares (101,3 milhões de euros) disponibilizados pelo Fundo Global, para o combate da malária, tuberculose e VIH/Sida, no perÃodo entre 2021 e 2024.
O Ministério da Saúde e o Fundo Global do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estiveram hoje reunidos para avaliação dos progressos e desafios do paÃs e da situação epidemiológica, informou o gerente de Portfólio de Fundos, Joshua Galjour.
“O Fundo Global financiou através de uma subvenção de cerca de 105 milhões de dólares para um perÃodo de três anos muitas atividades ligadas à luta contra três epidemias e também para reforçar o sistema de saúde angolano”, referiu Joshua Galjour, em declarações à rádio pública angolana.
Segundo o responsável, o Fundo Global está a financiar as atividades nas provÃncias de Luanda, Cuanza Sul e Benguela.
“Vamos ter oportunidade para discutir os progressos, os resultados, os desafios, na implementação das atividades financiadas”, realçou o representante do Fundo Global, destacando ainda que Angola poderá beneficiar de uma nova subvenção para o perÃodo entre 2024 e 2027.
“Estamos aqui também para divulgar boas notÃcias, de que próximas alocações vão ser divulgadas antes do fim do ano. Angola faz parte dos paÃses elegÃveis e é um paÃs prioritário para o Fundo Global”, acrescentou.
Por sua vez, a ministra da Saúde de Angola, SÃlvia Lutucuta, disse que foi realizada uma discussão ampla das quatro doenças que são subvencionadas pelo Fundo Global, sendo em maior dimensão a malária, tuberculose, VIH/Sida e nos últimos tempos a covid-19.
A governante frisou que foi apresentada uma plataforma de gestão laboratorial, principalmente para a provÃncia de Benguela e Cuanza Sul.
“Nós vamos continuar a fazer a fiscalização, porque no final do dia o que nós queremos é a redução de pessoas com tuberculose, VIH/Sida e malária”, salientou a ministra.
A malária é a primeira causa de morte por doença em Angola, sendo a tuberculose considerada a terceira causa de óbito, depois da malária e dos acidentes de viação, enquanto o VIH/Sida continua a preocupar as autoridades sanitárias do paÃs devido ao Ãndice de novas contaminações. Â
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