
Luanda, 30 abr 2025 (Lusa) — Angola gastou 662 milhões de dólares (582 milhões de euros) com a importação de combustÃveis no primeiro trimestre de 2025, tendo importado 73%, menos do que no último trimestre de 2024, segundo dados oficiais hoje divulgados.
Os dados referentes ao setor dos derivados do petróleo, referentes aos primeiros três meses do ano, foram apresentados hoje, em Luanda, pelo diretor geral do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP) angolano, LuÃs Fernandes.
Neste perÃodo, o paÃs adquiriu para comercialização 1.147.248 toneladas métricas (TM), das quais cerca de 55,8% correspondem a gasolina, 33,5% ao gasóleo, 5,4% ao fuel, 3,7% a Jet A1, 1,3% ao petróleo iluminante e o restante 0,3% ao asfalto.
Em relação às origens, a Refinaria de Luanda produziu 26% dos referidos produtos, 1% foi produzido pela Cabinda Gulf Oil Company (CABGOC) e 73% foram importados, com um gasto de 662 milhões de dólares.
Segundo o diretor geral do IRDP, em termos de capacidade de armazenagem, o paÃs possui atualmente uma armazenagem interna de 675.968 metros cúbicos.
Pelo menos 1.202 postos de abastecimento de combustÃveis lÃquidos existem em Angola, mas apenas 920 estão em operação, maioritariamente afetos à petrolÃfera estatal angolana Sonangol.
O volume de vendas globais de combustÃvel nos meses de janeiro, fevereiro e março passados foi de 1.129.849 toneladas métricas, representando um decréscimo de 7% em relação ao trimestre anterior, referiu LuÃs Fernandes.
Em relação aos combustÃveis gasosos, no perÃodo em referência, o mercado angolano absorveu 112.957 toneladas métricas de gás, a maioria (69,2%) provenientes da fábrica Angola LNG.
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