
Luanda, 19 fev 2026 (Lusa) — Angola desembolsou 31,7 milhões de dólares (27 milhões de euros) para a importação de quase 12 mil toneladas de sementes em 2025, avançou hoje, em Luanda, o diretor-geral do Serviço Nacional de Sementes (Sense).
Augusto da Silva, que apresentava no conselho consultivo do Ministério da Agricultura e Florestas de Angola, o ponto da situação do Sense, revelou que do total de 11.993 toneladas de sementes, a maioria foi de cereais e leguminosas (6.331 toneladas) que custaram ao Estado 14,8 milhões de dólares (12,6 milhões de euros).
“Este valor é muito alto”, expressou o diretor-geral do Sense, apelando ao investimento nesta área.
No mesmo período, foram importadas 2.554 toneladas de sementes de hortícolas, 2.405 toneladas de sementes de batata rena, quantidades para as quais o Estado angolano gastou 11,4 milhões de dólares (9,7 milhões de euros) e 2,3 milhões de dólares (1,9 milhões de euros), respetivamente.
No ano agrícola 2025, foram produzidas 6.930 toneladas de sementes, com destaque para as culturas do milho, feijão e trigo, “garantidas apenas por duas empresas”.
O responsável frisou que, no ano passado, as sementes dos hortícolas, “infelizmente as mais contrabandeadas”, tiveram a maior percentagem submetida a análise laboratorial, com 73,98% do total de 269 amostras analisadas.
Além de serem as sementes mais contrabandeadas, prosseguiu o responsável, o seu prazo de validade é curto “e quando mal conservadas deterioram-se muito rapidamente”.
Para o próximo ano agrícola, o Sense se propõe a produzir cerca de 7.500 toneladas de sementes, entre milho, feijão, arroz, trigo, soja, massango e massambala (cereais tradicionais africanos).
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