
 Luanda, 21 mar 2021 (Lusa) — Dois polÃcias, incluindo um inspetor-chefe, envolvidos nos incidentes de 30 de janeiro em Cafunfo, foram demitidos devido a “infrações disciplinares graves”, nomeadamente ofensas corporais e profanação de cadáver, segundo um despacho do Comandante-Geral da PolÃcia Nacional angolana.
Segundo a nota a que a Lusa teve acesso, assinada por Paulo Almeida, o inspetor-chefe Eduardo Tomé e o agente Jonilto Txijica incorreram em “atos de ofensas corporais contra detidos e profanação de cadáver, quando da invasão da esquadra policial de Cafunfo”, a 30 de janeiro.
Nesse dia, segundo a polÃcia cerca de 300 elementos do Movimento do Protetorado Português da Lunda Norte tentaram invadir a esquadra, tendo sido mortas seis pessoas nos confrontos com as autoridades, que tentavam defender-se.
A versão oficial é contrariada por testemunhas locais, organizações não-governamentais e partidos da oposição angolana, que apontam para cerca de 25 mortos, afirmando que se tratava de uma tentativa de manifestação pacÃfica.
Face à s “infrações disciplinares graves” encontradas na atuação dos dois polÃcias, o comando-geral atribuiu aos mesmos a pena de demissão.
“Os efetivos demitidos devem fazer o espólio de todo o uniforme da PolÃcia Nacional de Angola, bem como os documentos de identificação policial”, acrescenta o despacho. Â
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