
Luanda, 10 set 2026 (Lusa) — Angola reforça a aposta no gás com um plano diretor que prevê 13 mil milhões de dólares (quase 11,2 milhões de euros) de investimento em cinco polos industriais, foi hoje anunciado.
O Plano Diretor do Gás de Angola foi apresentado esta quinta-feira pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e BiocombustÃveis (ANPG), durante o segundo e último dia da Angola Oil & Gas (AOG) 2026, a conferência anual que junta vários agentes mundiais do setor energético.
Os polos industriais ficam em Cabinda, Soyo, Porto Amboim, Benguela e Namibe e, do investimento previsto, “cerca de sete mil milhões de dólares estão associados ao midstream (fase entre a extração e mineração) e seis mil milhões ao downstream (processamento e venda).
O administrador executivo da ANPG, Artur Custódio, indicou que “Angola dispõe de mais de 15 biliões de pés cúbicos de gás monetizável, para além dos volumes já destinados ao Angola LNG”
Entre as utilizações previstas para sustentar a industrialização nacional, estão fertilizantes, petroquÃmica e produção de energia a partir do gás.
A utilização interna deste recurso esteve, também, em destaque com Manuel Barros, CEO da Sonangol Gas, a defender que “o gás tem de ser rentabilizado em Angola para estimular a atividade industrial”.
Um dos projetos referidos foi o complexo da Amufert, no Soyo, que tem como metas a produção de 1,4 milhões de toneladas de ureia granulada e 800 mil toneladas de amonÃaco, segundo foi divulgado.
O último dia da Angola Oli & Gas abordou ainda a refinação e a segurança do abastecimento de combustÃveis, com Angola a definir como “meta alcançar uma capacidade de refinação de 425 mil barris por dia, num contexto em que o paÃs gastou cerca de 1,96 mil milhões de dólares (1,69 mil milhões de euros) na importação de produtos refinados, no primeiro semestre de 2026”.
A Refinaria do Lobito, projetada para processar 200 mil barris por dia, continua entre os projetos associados ao aumento da capacidade nacional angolana.
Na área da exploração, a ANPG anunciou a intenção de “perfurar pelo menos dez poços por ano, acompanhada pelo reforço dos trabalhos de exploração e da atividade sÃsmica, para ampliar o conhecimento e aproveitamento do potencial petrolÃfero e de gás do paÃs”.
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