
Luanda, 25 abr 2025 (Lusa) — Angola notificou 623 casos de cólera e 11 mortes desde quarta-feira, com Benguela a manter-se como a provÃncia mais afetada neste momento pela epidemia, que totaliza desde janeiro 15.294 casos e 530 óbitos no paÃs africano.
Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, nas últimas 48 horas foram registados 340 casos de cólera e seis mortes em Benguela, mais de metade do total notificado no resto do paÃs.
A cólera está espalhada por 17 das 21 provÃncias angolanas e Angola regista uma das mais elevadas taxas de letalidade devido à doença a nÃvel mundial (3,5%).
A taxa de referência da OMS para a cólera é de 1%, o que significa que é expectável uma morte por cada 100 pessoas diagnosticadas com cólera.
A proporção de casos de cólera que resultam em morte é uma medida usada para avaliar a gravidade da doença e o acesso e a gestão dos cuidados de saúde.
A ministra da Saúde, SÃlvia Lutucuta, efetua hoje uma visita à provÃncia de Benguela, que regista os Ãndices mais elevados de casos de cólera e óbitos.
No passado sábado, foi realizada também em Benguela uma reunião no âmbito do plano de reforço ao combate e prevenção da cólera, com autoridades angolanas e organizações internacionais como a Organização Mundial de Saúde e Unicef, com recomendações a nÃvel do reforço do abastecimento de água potável, melhoria de assistência pré-hospitalar e hospitalar e mobilização dos atores sociais na promoção de ações comunitárias e de sensibilização para práticas de higiene.
A cólera é uma doença relacionada com as condições precárias de acesso a água potável e higiene.
Provoca sintomas como diarreia, vómitos e desidratação, que podem levar à morte se não forem tratados atempadamente.
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