
Marselha, França, 02 fev 2021 (Lusa) — O português André Villas-Boas anunciou hoje ter apresentado a demissão do cargo de treinador do Marselha, por discordar da polÃtica desportiva da direção do clube da liga francesa de futebol.
“Não quero nada do Marselha, nem dinheiro. Só quero ir-me embora”, afirmou o técnico português, em conferência de imprensa, garantindo que aguarda uma resposta da direção, com a qual admitiu ter tido um desentendimento na ‘janela de transferências’, cujo perÃodo terminou na segunda-feira.
Villas-Boas, que chegou ao clube francês no inÃcio da temporada 2019/20 disse ser contra a chegada do médio francês Olivier Ntacham, emprestado pelos escoceses do Celtic, e admitiu ter sabido “em cima da hora” da saÃda do extremo Nemanja Radonjic para o Hertha Berlim.
“O meu profissionalismo foi tocado e isso não posso aceitar”, afirmou o treinador, que na sexta-feira admitiu a possibilidade de deixar o clube no final da época, garantindo, no entanto, que está disposto a continuar até que a direção aceite o seu pedido.
O técnico afirmou respeitar o contrato ao qual está vinculado e disse estar “totalmente focado” no encontro com o Lens, da 23.ª jornada da liga francesa, agendado para quarta-feira.
O Marselha vive uma situação desportiva complicada, com três derrotas consecutivas na liga francesa, ocupando a nona posição da tabela, a 16 pontos do lÃder Lille, embora com dois jogos a menos.
No sábado, dezenas de adeptos, 25 dos quais acabaram detidos, invadiram o centro de treinos do clube, para protestar contra a direção do clube, designadamente o presidente Jacques-Henri Eyraud.
O jornal La Provence, que publicou um vÃdeo com uma árvore a arder à porta do complexo, descreve uma cena com vários artefactos pirotécnicos acionados ou arremessados, com o L’Équipe a explicar que a invasão foi premeditada.
A invasão da ‘commanderie’, nome dado ao centro de treinos dos marselheses, levou a que a Liga francesa de futebol adiasse a receção ao Rennes, agendada para esse dia.
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