
Lousã, Coimbra, 07 set 2025 (Lusa) — O lÃder do Chega acusou hoje o presidente da Câmara de Lisboa de se esconder e de, até ao momento, não ter assumido as suas responsabilidades no acidente do elevador da Glória, que vitimou 16 pessoas na quarta-feira.
Um dia depois de ser conhecido o relatório preliminar à s causas do acidente, André Ventura considerou que “morreram 16 pessoas debaixo da sua tutela, numa empresa totalmente tutelada pela Câmara de Lisboa”.
“Este relatório mostra que diversos serviços falharam e tem de ser assumida essa responsabilidade. A manutenção falhou e a inspeção falhou, porque o suposto cabo de aço que se rompeu ainda 263 dias de validade”, disse o dirigente aos jornalistas na Serra da Lousã, no interior do distrito de Coimbra.
Numa visita esta tarde à localidade de Cabanões, no concelho da Lousã, fortemente atingido por um incêndio, o presidente do Chega frisou que “tem de haver assunção de responsabilidades e alguma capacidade de dizer à s pessoas que, em democracia, a culpa não pode morrer solteira”.
“Não olhamos para 16 mortos como se fosse uma insignificância. Não podemos ser o paÃs do terceiro mundo em que morrem 16 pessoas e ninguém é responsável. Isso é a cultura a que estávamos habituados”, enfatizou o dirigente, sem nunca falar em demissão.
O elevador da Glória, em Lisboa, descarrilou na quarta-feira, causando 16 mortos e 22 feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.
O Governo decretou um dia de luto nacional, nesta quinta-feira.
O elevador da Glória é gerido pela Carris, liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto, num percurso de cerca de 265 metros e é muito procurado por turistas.
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