
Redação, 19 set 2022 (Lusa) — A associação de Hotelaria e Restauração (AHRESP) alertou hoje o Governo para a implementação de medidas “urgentes” para o setor, lembrando que há empresas que “ainda não conseguiram recuperar as suas tesourarias” devido à pandemia.
Em comunicado, a AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal adianta que o aumento dos custos do gás e da eletricidade “está atualmente a colocar em risco a sustentabilidade de muitos negócios e dos seus postos de trabalho”.
“A AHRESP espera que Governo implemente, com urgência, medidas também orientadas para o Alojamento, Restauração e Bebidas”, indica.
“Apesar da elevada procura que estas atividades têm vindo a registar na tradicional época alta de Verão, a realidade é que as empresas do Alojamento e da Restauração e Bebidas ainda não conseguiram recuperar as suas tesourarias, depauperadas por dois anos de pandemia, situação muito agravada pela atual conjuntura inflacionista”, acrescenta.
A associação recorda que “os aumentos excessivos nos custos de produção, na energia e nas matérias-primas (sobretudo alimentares), bem como a evolução das taxas de juro reduzem drasticamente as margens das empresas, ao ponto de colocar em risco a sua sustentabilidade e a manutenção dos seus postos de trabalho, antevendo-se que este cenário se agrave já a partir do próximo mês de outubro”.
“O plano extraordinário de apoio à s empresas apresentado recentemente pelo Governo embora com algumas medidas positivas não pode deixar, também, de ser orientado para estas atividades, que como se reconhece têm um peso e um papel fundamental na recuperação que se quer para a nossa economia, sendo por isso necessárias medidas urgentes e robustas para apoiar as tesourarias das empresas”, sublinha.
A AHRESP alerta ainda que “continuidade desta conjuntura inflacionista e a subida das taxas de juro seguramente irão também comprometer o poder de compra dos consumidores, com impacto direto, e imediato, nas receitas destas empresas”.
“A AHRESP acredita que o Governo reconhece a vital importância do Canal HORECA para a recuperação da economia portuguesa, com a correspondente e necessária aplicação de medidas especÃficas para as nossas empresas, nomeadamente ao nÃvel da redução da carga fiscal, pois só desta forma será possÃvel garantir a continuidade dos negócios e dos seus postos de trabalho”, sustenta.
JML // RBF
Lusa/Fim



