
Hong Kong, China, 30 jul 2019 (Lusa) – Manifestantes interromperam hoje alguns serviços do metropolitano de Hong Kong, bloqueando as portas e impedindo a saÃda dos passageiros, noticiou a imprensa local.
De acordo com o jornal South China Morning Post, os serviços nas estações de Tiu Keng Leng e North Point sofreram atrasos e foram parcialmente suspensos durante a hora de maior movimento, provocando o caos e confrontos entre passageiros e manifestantes.
Alguns serviços foram também suspensos em Causeway Bay, zona comercial do território.
Nas principais artérias da cidade, registavam-se esta manhã longas filas de trânsito e nas paragens de autocarro.
Este último protesto faz parte de um movimento contra o Governo que já viu centenas de milhares de pessoas saÃrem à s ruas nos últimos dois meses.
Os protestos começaram contra uma proposta de alterações à lei da extradição, que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial chinesa extraditar suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.
A proposta foi, entretanto, suspensa, mas a contestação nas ruas generalizou-se e denuncia agora o que os manifestantes afirmam ser uma “erosão das liberdades” no território.
A transferência de Hong Kong e Macau para a República Popular da China, em 1997 e 1999, respetivamente, decorreu sob o princÃpio “um paÃs, dois sistemas”, precisamente o que os opositores à s alterações da lei garantem estar agora em causa.
Para as duas regiões administrativas especiais da China foi acordado um perÃodo de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nÃvel executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.
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