
Luanda, 27 mai 2022 (Lusa) — O coordenador do projeto polÃtico PRA-JA Servir Angola exortou hoje a construção de um paÃs com base na verdade, pois o passado foi caracterizado “na mentira, manipulação dos factos e diabolização de concorrentes”, como atualmente se vê.
Abel Chivukuvuku, que integra com a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição, o Bloco Democrático (BD) e representantes da sociedade civil, a plataforma Frente Patriótica Unida (FPU), participou no 1.º Congresso da Nação: “Pensar Angola, por um Projeto Comum de Consenso”.
Num conjunto de preocupações que elencou, Chivukuvuku apontou a necessidade de se saber definir “uma visão partilhada sobre o modelo de Estado, sobre o sistema polÃtico e que estruturas do poder polÃtico são as mais adequadas para o futuro”.
“DevÃamos decidir que, independentemente da identidade dos poderes públicos, serão sempre os angolanos a razão para a nossa vocação para o serviço público, sem os angolanos no centro das nossas preocupações tudo o resto é irrelevante”, frisou.
A médio e longo prazo, o polÃtico que já foi dirigente da UNITA e membro fundador da segunda maior força polÃtica da oposição angolana, a Convergência Ampla de Salvação de Angola — Coligação Eleitoral (CASA-CE), pediu que sejam consideradas medidas adequadas necessárias neste momento que o paÃs vive e vai viver nos próximos meses.
Abel Chivukuvuku lançou um desafio à s entidades eclesiásticas e autoridades tradicionais para, se possÃvel, como “entidade credÃvel, neutra, nacional, para estar presente e nos conciliar e ajudar nos momentos de difÃcil entendimento, porque eles vão existir”.
Por sua vez, para o lÃder do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, Angola tem um trabalho exaustivo para fazer e precisa que os seus cidadãos tenham a plena noção disso e estejam dispostos a trabalhar duro.
“Sem a dedicação de cada um, a fazer o melhor de si, com consciência e ética em cada área em que atua, este paÃs não terá evolução, a responsabilidade é de todos nós e todos nós hoje temos um problema global e a solução é global”, referiu Filomeno Vieira Lopes, defendendo que a cultura polÃtica de Angola precisa de ser invertida.
Já o lÃder da CASA-CE, Manuel Fernandes, lamentou que sendo Angola um paÃs rico se caracteriza por ser apenas exportador de matérias-primas, considerando que é fundamental a constituição de balizas ao nÃvel estadual para garantir a estabilidade.
“Infelizmente, ainda temos um longo caminho a percorrer, porquanto não é possÃvel falar-se da democracia e consolidar a democracia, se não houver vontade interna, os atores polÃticos devem reconhecer o exercÃcio democrático”, frisou.
No encontro fizeram-se também representar a Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA) e a Aliança Patriótica Nacional (APN), membros da sociedade civil, autoridades tradicionais e lÃderes religiosos.
Angola está a três meses de realizar as suas quintas eleições gerais e as quartas consecutivas, depois de um interregno de 16 anos, devido ao reacender do conflito armado, que terminou em 2002.
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