
Kiev, 02 nov 2026 (Lusa) – Pelo menos 18 pessoas foram mortas hoje na sequência de consecutivos ataques russos contra uma aldeia na região de Zaporijia, sudeste da Ucrânia, anunciou o Presidente ucraniano, que classificou o ataque como “absolutamente horrível”.
“Desde esta manhã, a aldeia foi atingida várias vezes por bombas. Os ataques tiveram como alvo uma escola utilizada para fins humanitários — a população recebia lá ajuda”, escreveu Volodymyr Zelensky nas redes sociais.
Os ataques visaram a aldeia de Komyshuvakha, na região de Zaporijia, segundo o chefe de Estado ucraniano, que acusou a Rússia de saber que o alvo servia para prestar ajuda humanitária e de agir de forma deliberada.
Além da escola, um segundo ataque visou um abrigo.
“Após o primeiro ataque com bombas aéreas, houve um segundo ataque com mais nove bombas, precisamente contra o abrigo onde se encontravam as pessoas”, detalhou o líder ucraniano.
No rescaldo dos ataques, Zelensky voltou a acusar Moscovo de não querer verdadeiramente avançar com o processo de paz.
“Após a operação humanitária em Oleshky, houve um momento em que se pôde acreditar que eram possíveis novos passos no sentido da paz. Com este massacre, a Rússia envia um sinal completamente oposto: aposta em novos assassínios”, disse o líder ucraniano em referência ao cessar-fogo, na semana passada, na cidade no sul da Ucrânia ocupada pelo exército russo.
Zelensky acrescentou que este ataque, com poucos precedentes devido ao número de bombas aéreas lançadas contra uma zona civil num curto espaço de tempo, “é mais uma prova de que a Rússia não quer uma desescalada”.
No domingo, o líder ucraniano tinha reiterado a sua disponibilidade para se reunir com o homólogo russo, Vladimir Putin, para discutir uma eventual solução diplomática para a guerra que teve início com a invasão russa em 2022.
Os ataques surgem também num momento em que é esperado um regresso à mesa de negociações, este mês nos Emirados Árabes Unidos, sob mediação de Washington.
“É necessária uma resposta a isto, uma resposta da comunidade internacional. Uma resposta forte e firme. Uma resposta à Rússia. E apoio à Ucrânia. É preciso defender a vida”, escreveu ainda Zelensky.
Entre as vítimas contam-se “um polícia e dois socorristas do Serviço Nacional de Emergências”, afirmou o governador regional, Mykhailo Semikin, no Telegram.
“Cinco pessoas ficaram feridas. Outras 27 estão consideradas desaparecidas”, acrescentou.
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