
Lisboa, 30 out 2026 (Lusa) — A economia portuguesa cresceu 2,4% no terceiro trimestre, em termos homólogos, e 0,2% em cadeia, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Este desempenho representa uma desaceleração tanto na comparação homóloga, face a 2,6%, como na variação trimestral, após a economia se ter expandido 0,9% no trimestre anterior.
Segundo o INE, no que diz respeito à variação homóloga, o contributo positivo da procura interna diminuiu, devido ao abrandamento do investimento e das despesas de consumo final.
Já a procura externa líquida “registou um contributo menos negativo, verificando-se uma desaceleração em volume mais pronunciada nas importações de bens e serviços que nas exportações de bens e serviços”.
Na variação em cadeia do Produto Interno Bruto (PIB), o contributo da procura externa líquida foi ligeiramente negativo, com as exportações de bens e serviços a registarem uma redução mais significativa que as importações, indica o gabinete de estatísticas.
O contributo da procura interna manteve-se positivo, com um crescimento menos intenso do consumo privado, enquanto o investimento aumentou, após uma redução no trimestre anterior, nota o INE.
Esta é uma estimativa rápida, sendo que os resultados detalhados das Contas Nacionais Trimestrais do terceiro trimestre de 2026 vão ser divulgados no dia 30 de novembro.
Para o conjunto do ano, o Governo prevê um crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo as projeções inscritas na proposta de Orçamento do Estado para 2027, entregue no parlamento em outubro.
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