
Maputo, 30 out 2026 (Lusa) – A taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique vai manter-se inalterada em novembro, nos 15,5%, pelo sétimo mês consecutivo, após três cortes anteriores este ano, anunciou hoje a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).
A decisão vem na linha das anteriores e na do Banco de Moçambique, que no final de setembro deixou inalterada a taxa de juro de referência MIMO nos 9,25%, valor que se mantém desde janeiro.
Já a taxa definida pela AMB, conhecida como ‘prime rate’, desceu progressivamente desde janeiro de 2024, após seis meses consecutivos em máximos de 24,1%. Em janeiro deste ano, a AMB cortou a taxa em 10 pontos base, para 15,7%, mantendo-a inalterada em fevereiro. Seguiram-se cortes idênticos, de 10 pontos base, em março e abril, e a estabilização da taxa em maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro e novembro.
As oscilações da ‘prime rate’ estão associadas à taxa de juro de política monetária (taxa MIMO), definida pelo banco central e que influencia a fórmula de cálculo daquela taxa, usada para controlar a inflação.
O Banco de Moçambique manteve em 30 de setembro a taxa de juro de referência em 9,25%, após avaliação dos riscos da economia.
“A avaliação de riscos que se faz hoje mostra que seria necessário manter alguma prudência (…) para não correr o risco de sermos irresponsáveis amanhã”, anunciou em 30 de setembro o governador do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha, no final da reunião do Comité de Política Monetária, em Maputo, que se realiza a cada dois meses.
O CPMO decidiu manter a taxa inalterada, tal como já o tinha feito em julho, maio e março, então após 12 cortes (24 meses) consecutivos desde janeiro de 2024.
A taxa de juro diretora de política monetária MIMO em Moçambique esteve fixada em 17,25% desde setembro de 2022, após a intervenção do banco central, que depois iniciou cortes consecutivos a partir de 31 de janeiro de 2024, quando reduziu para 16,5%.
Em março do ano passado, o Banco de Moçambique iniciou um processo de cortes e decidiu baixar a taxa para 15,75%. Os cortes repetiram-se em todas as reuniões seguintes, até chegar a 9,75% em setembro, 9,5% em novembro e, em janeiro, a 9,25%, suspendendo o ciclo de descidas em março, com os efeitos do conflito no Médio oriente.
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