Trégua humanitária localizada na Ucrânia prolonga-se até domingo

Kiev, 27 out 2026 (Lusa) — O cessar-fogo iniciado hoje entre a Rússia e a Ucrânia numa zona da frente sul, para permitir a retirada de civis da localidade ocupada de Oleshky, deverá prolongar-se até domingo, anunciou hoje um líder parlamentar. 

O anúncio foi feito por David Arakhamia, líder parlamentar do partido presidencial ucraniano, que classificou a trégua como “a maior desescalada desde 2022”, ano em que a Rússia iniciou a invasão em grande escala da Ucrânia.

Numa mensagem publicada na rede social Telegram, Arakhamia precisou que o cessar-fogo deverá manter-se até às 22:59 de 01 de novembro, hora local (20:59 em Lisboa).

O dirigente ucraniano, que integra também a equipa responsável pelas negociações de paz com representantes norte-americanos e russos, afirmou que a suspensão das hostilidades está a ser respeitada.

Segundo Arakhamia, o cessar-fogo abrange “o setor mais extenso” da frente sul, embora não tenha especificado a área geográfica abrangida pelo acordo.

“Todos os esforços de desescalada como este aproximam-nos da tão esperada paz na Ucrânia”, escreveu Arakhamia.

A trégua, que foi mediada pela primeira-dama norte-americana, Melania Trump, entrou em vigor durante a madrugada de hoje, com o objetivo de permitir a retirada de civis que permanecem em Oleshky, localidade da região de Kherson ocupada pelas forças russas desde 2022.

O acordo prevê igualmente a criação de condições de segurança para operações humanitárias numa zona particularmente afetada pelos combates.

Em 07 de outubro, o provedor de Justiça ucraniano estimou que entre 2.000 e 3.000 pessoas permaneciam em Oleshky e nas localidades vizinhas, sem acesso regular a alimentos e medicamentos.

Segundo o provedor, as dificuldades de abastecimento resultavam das hostilidades e de um alegado bloqueio imposto pelas forças russas.

Oleshky situa-se na margem esquerda do rio Dniepre, em frente à cidade de Kherson, que permanece sob controlo ucraniano.

A localidade foi também gravemente afetada pelas inundações provocadas pela destruição da barragem de Kakhovka, em junho de 2023.

A suspensão temporária dos combates constitui uma medida humanitária localizada e não representa, por enquanto, um cessar-fogo geral entre os dois países.

 

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