Onze mortos em 1.245 acidentes com motociclos e ciclomotores no Porto desde janeiro

Porto, 27 out 2026 (Lusa) — Onze pessoas morreram e mais de 1.000 ficaram feridas em 1.245 acidentes que envolveram motociclos e ciclomotores de duas, três e quatro rodas registados desde o início do ano no distrito do Porto, revelou hoje a GNR.

Em comunicado, o Comando Territorial da GNR do Porto descreveu que em quase 10 meses, de 01 de janeiro a 26 de outubro, registou, na sua área de responsabilidade, 1.245 acidentes envolvendo motociclos e ciclomotores de duas, três e quatro rodas.

Desses, 1.185 acidentes envolveram veículos de duas rodas, dos quais 921 foram acidentes com vítimas: 11 mortos, 67 feridos graves e 962 vítimas com ferimentos leves.

Relativamente aos motociclos e ciclomotores de três e quatro rodas, foram registados 60 acidentes, dos quais 18 envolveram vítimas, não se tendo registado vítimas mortais nem feridos graves.

Já entre sexta-feira e segunda feira, a GNR do Porto contabilizou uma vítima mortal, dois feridos graves e seis com ferimentos leves, num total de 12 acidentes com motociclos e ciclomotores.

Com estes dados, a GNR do Porto destaca a importância da “prevenção rodoviária dirigida aos utilizadores de veículos de duas rodas, particularmente vulneráveis em caso de acidente, atendendo à menor proteção física proporcionada por estes veículos”.

“Perante estes números, a GNR reforça o apelo a todos os condutores, em particular aos utilizadores de ciclomotores e motociclos, para que adotem uma condução defensiva e de segurança e alerta para comportamentos que aumentam significativamente o risco de acidente”, lê-se no comunicado.

São comportamentos de risco o excesso de velocidade, as ultrapassagens perigosas, circulação entre filas de trânsito de forma irregular, manobras bruscas ou mudanças de direção sem sinalização, condução sob o efeito do álcool ou de substâncias psicotrópicas, utilização incorreta ou ausência de capacete e equipamento de proteção, falta de atenção e condução distraída e a reduzida perceção dos motociclistas pelos restantes condutores.

“A prevenção é essencial para reduzir o risco de acidente e a gravidade das suas consequências”, termina.

 

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