
Lisboa, 26 out 2026 (Lusa) — O Tribunal Arbitral definiu serviços mínimos para as greves parciais de quarta e sexta-feira no Metropolitano de Lisboa, entre as 05:00 e as 10:00, convocadas por organizações sindicais, com abertura de 26 estações, anunciou hoje a empresa.
“Os serviços mínimos assegurarão a abertura das estações terminais, de correspondência entre linhas ou de interface com outros operadores e as que servem hospitais, universidades e tribunais, num total de 26 estações (10 na linha Azul, seis na Amarela, cinco na Verde e cinco na Vermelha), com início do período de trabalho às 06:30 para preparação dos comboios”, informou o metro.
Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa vão cumprir duas greves parciais na quarta e na sexta-feira, entre as 05:00 e as 10:00, segundos os pré-avisos das organizações sindicais.
Em causa, segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e o STRUP – Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, estão as mesmas revindicações que estiveram na origem da greve de 14 de outubro, que levou à suspensão da circulação por 24 horas.
Em comunicado, o Metropolitano indicou que “estarão abertas ao público e em funcionamento, a partir das 07:00”, na linha Azul as estações da Reboleira, Pontinha, Colégio Militar, Jardim Zoológico, Praça de Espanha, São Sebastião, Marquês de Pombal, Baixa-Chiado, Terreiro do Paço e Santa Apolónia.
Na linha Amarela, estão abertas as estações de Odivelas, Campo Grande, Cidade Universitária, Entre Campos, Saldanha e Rato, na linha Verde, Telheiras, Alameda, Rossio, Baixa-Chiado e Cais do Sodré, e na Vermelha, Aeroporto, Oriente, Alameda, Saldanha e São Sebastião.
“Todas as restantes estações estarão encerradas ao público até às 10:00, prevendo-se que a circulação seja significativamente reduzida, com tempos de espera superiores ao habitual”, avisou a empresa.
Segundo o metro, o tribunal considerou que nesta greve “se está perante três elementos que a distingue ‘das que a jurisprudência recente apreciou e exigem um novo balanceamento do conflito de direitos'”.
O primeiro elemento reside na constatação de que se trata da “terceira ação de luta em seis meses e a segunda em 15 dias” e, no segundo, a “configuração da paralisação”, por não ocorrer num “período único de 24 horas, mas dois períodos circunscritos à hora de ponta da manhã de dois dias úteis”.
“Isto é, precisamente ao intervalo em que se concentram as deslocações com hora imposta por terceiros, obtidos pela adesão de uma fração muito reduzida do efetivo cuja função condiciona toda a operação, de modo que a greve produz, nesse intervalo, uma supressão integral e não uma redução do serviço”, acrescenta-se na nota.
O terceiro elemento tem a ver com a proposta do Metropolitano para os serviços mínimos, onde se previa “cerca de um quarto da oferta habitual, entre as 07:00 e as 10:00, em parte das estações, possibilitando que a maior parte dos 110 trabalhadores abrangidos pelo pré-aviso possam fazer greve”.
O Metropolitano de Lisboa, na nota, agradeceu “a compreensão dos seus passageiros e reafirma o seu compromisso de continuar a procurar minimizar os impactos das paralisações”.
De acordo com Sara Gligó, dirigente da Fectrans e do STRUP, a greve resulta de problemas persistentes no Posto de Comando Central (PCC) e nos Postos de Tração.
Entre os problemas identificados pelos sindicatos estão a falta de trabalhadores no PCC e na Tração, o recurso excessivo a trabalho suplementar, a existência de turnos prolongados, atrasos na formação de encarregados e inspetores e o que consideram ser um esvaziamento das funções das chefias.
O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião). Normalmente, o metro funciona entre as 06:30 e a 01:00.
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