Comités Olímpicos lusófonos cooperam no combate à manipulação de competições

Lisboa, 26 out 2026 (Lusa) — O Comité Olímpico de Portugal (COP) promoveu hoje um ‘workshop’ com outros comités de países lusófonos, autoridades policiais e entidades internacionais, visando cooperar e combater a manipulação de competições desportivas, e partilhando experiências e preocupações.

Na sede do COP, em Lisboa, reuniram-se diversos representantes dos comités de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Macau, além de responsáveis da INTERPOL, do Conselho da Europa e da Unidade do Movimento Olímpico para a Prevenção da Manipulação de Competições, e ainda a judoca Patrícia Sampaio.

Dedicada às responsabilidades dos comités nacionais na temática, a iniciativa teve o objetivo de reforçar a cooperação entre instituições envolvidas na proteção da integridade desportiva, com sessões de partilha de experiências e exercícios práticos centrados na prevenção, na denúncia e na gestão de potenciais casos.

O presidente do COP, Fernando Gomes, abriu a sessão antes das palestras sobre a manipulação de competições desportivas, que, considerou, “afeta a integridade e a verdade desportiva e é um problema transversal a todos os países e níveis competitivos”.

Durante a discussão, foram levantadas questões e tiradas as dúvidas dos comités nacionais em relação a diversos tópicos sobre o tema, nomeadamente sanções a efetuar em casos concretos, explicados pelos especialistas convidados pelo COP.

Evangelos Alexandrakis, gestor sénior da Unidade do Movimento Olímpico para a Prevenção da Manipulação de Competições, Francisco Portugal, coordenador do Centro de Combate à Criminalidade Financeira e à Corrupção da INTERPOL, e Nicolas Sayde, chefe do Secretariado da Convenção de Macolin, do Conselho da Europa, foram alguns dos intervenientes que auxiliaram os comités participantes.

Estes responsáveis desafiaram, no final da sessão, os participantes a debaterem a criação de uma Plataforma Nacional em cada país, à semelhança do que sucede já em Portugal, de forma a contribuir para um combate mais eficaz à manipulação.

Mariany Mayumi Nonaka, ex-mesatenista olímpica brasileira e atual integrante do Comité Olímpico do Brasil, e Maria Filomena Monteiro Lima, do Comité Olímpico de Cabo Verde, participaram ainda numa mesa-redonda, em que debateram sob o tema “Dos Princípios à Prática — Boas Práticas dos Comités Olímpicos Nacionais”.

 

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