Banco do Canadá poderá subir juros a 28 de outubro e agravar crise imobiliária

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O Banco do Canadá reúne-se a 28 de outubro, com as expectativas de uma subida das taxas de juro a ganharem força, embora a maioria das previsões continue a apontar para a manutenção dos valores atuais.

A taxa diretora está nos 2,25% desde outubro de 2025, quando o banco central aplicou o último corte. A última subida ocorreu em julho de 2023.

A pressão vem, sobretudo, dos preços da energia e do risco de uma inflação mais persistente, num contexto de conflito no Médio Oriente. O governador do banco central, Tiff Macklem, já alertou para a possibilidade de aumentar os juros caso os custos da energia se mantenham elevados.

O Bank of Montreal, a RBC Dominion Securities e o Desjardins Group passaram a prever uma subida na reunião de outubro. Nos mercados financeiros, os investidores atribuem agora uma probabilidade de 87% a um aumento de 0,25 pontos percentuais, segundo dados da Bloomberg. Ainda assim, o consenso de um inquérito da agência continua a apontar para a manutenção dos juros.

Uma subida teria consequências diretas para o mercado imobiliário. As prestações dos créditos à habitação com taxa variável aumentariam de imediato, enquanto os novos empréstimos com taxa fixa também poderiam ficar mais caros.

Com menos compradores capazes de obter financiamento, os vendedores poderiam perder poder negocial e os preços das casas sofrer uma nova queda.

O mercado já atravessa um período difícil. As vendas de habitação no Canadá estão no nível mais baixo em 25 anos, e a Associação Canadiana do Imobiliário reviu em baixa, pela terceira vez consecutiva, a previsão de vendas para 2026.

Os especialistas alertam que uma subida dos juros poderá agravar este cenário e contribuir para novas descidas dos preços nos próximos meses. A decisão do banco central é aguardada a 28 de outubro.