
Aprender francês tornou-se uma aposta importante para muitos residentes temporários no Canadá que procuram obter a residência permanente. Fora do Quebec, o domínio da língua pode ajudar a melhorar a pontuação no sistema federal de imigração.
O percurso de Alyanna Chua é um exemplo disso. Chegou ao Canadá em 2019, como estudante internacional, e acreditava que concluir os estudos e adquirir um ano de experiência profissional seria suficiente para conseguir a residência permanente.
Mas, quando terminou a licenciatura, em 2023, as regras tinham mudado e a pontuação necessária era bastante mais elevada. Para aumentar as suas hipóteses, Chua dedicou grande parte de 2024 à aprendizagem do francês. Depois de reprovar na primeira tentativa do exame, conseguiu passar à segunda e obteve a residência permanente em julho de 2026.
No sistema Express Entry, os candidatos com conhecimentos de francês podem receber até 50 pontos adicionais, desde que atinjam o nível linguístico exigido e cumpram os restantes critérios.
A procura por aulas de francês também está a aumentar. Uma plataforma online, inicialmente dedicada ao acompanhamento de estudantes internacionais, passou a oferecer ensino da língua e conta agora com cerca de 500 alunos, na sua maioria filipinos. Muitos procuram melhorar as suas hipóteses de permanecer no país.
Esta tendência acompanha os objetivos do governo federal, que pretende aumentar a percentagem de residentes permanentes francófonos admitidos fora do Quebec. A meta é atingir 9,5% em 2026, subir para 10% em 2027 e chegar aos 12% em 2028.
Ainda assim, especialistas questionam se esta estratégia será suficiente para reforçar a presença do francês no Canadá. Para quem tem uma autorização temporária perto do fim, aprender a língua exige tempo e dinheiro, mas pode abrir caminho à residência permanente e a novas oportunidades no país.



