Estudo da Universidade de Guelph identifica nova via promissora no combate à leucemia

Foto: Envato

Uma investigação da Universidade de Guelph identificou uma possível fraqueza na leucemia mieloide aguda, uma das formas mais agressivas de cancro do sangue. 

O estudo mostra que as células cancerígenas dependem fortemente de um tipo específico de gordura para sobreviver, ao contrário das células saudáveis, que conseguem recorrer a diferentes fontes de energia. 

Os investigadores descobriram uma proteína presente em níveis elevados nas células da leucemia, responsável por um mecanismo essencial no processamento dessas gorduras e na manutenção da sobrevivência do cancro. 

Com base nesta descoberta, foi desenvolvido um composto de origem vegetal, associado a uma planta utilizada na indústria cosmética, capaz de bloquear esse mecanismo. 

Quando este processo é interrompido, as células cancerígenas deixam de conseguir utilizar a principal fonte de energia e acabam por ser destruídas, enquanto as células saudáveis mantêm a capacidade de adaptação. 

Os primeiros resultados indicam uma redução das células de leucemia e uma melhoria da sobrevivência em modelos laboratoriais, sem efeitos adversos significativos identificados. 

A investigação está ainda numa fase inicial e não representa um tratamento disponível para doentes. 

O próximo passo passa pelo aperfeiçoamento do composto e pela realização de futuros ensaios em humanos, com o objetivo de desenvolver terapias mais direcionadas e menos agressivas. 

Os investigadores acreditam que este mecanismo poderá também abrir novas linhas de estudo para outros tipos de cancro.