
Nações Unidas, Nova Iorque, 26 set 2026 (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, disse hoje que a Rússia está disponível para ajudar a estabilizar a situação no Estreito de Ormuz, depois de os Estados Unidos terem rejeitado uma proposta do Irão.
“Precisamos de confiança nas relações entre os Estados do Golfo, os Estados árabes e o Irão. Precisamos de uma arquitetura regional estável”, afirmou o ministro, manifestando a disponibilidade da Rússia para ajudar a estabilizar a situação.
A posição russa foi transmitida por Sergei Lavrov durante a 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, a decorrer em Nova Iorque, pouco tempo depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que rejeitou o plano apresentado pelo Irão para reabrir a passagem marítima pelo Estreito de Ormuz, que está bloqueada pela guerra.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, tinha anunciado, em Nova Iorque, que Teerão apresentou a Washington um plano de sete dias para restabelecer o tráfego marítimo normal através do Estreito de Ormuz.
O plano incluía, entre outras medidas, um cessar-fogo de sete dias no Médio Oriente, o levantamento do bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irão, o fim das sanções ao petróleo iraniano e a libertação de bens iranianos congelados.
Posteriormente, o Irão aceitaria reabrir o Estreito de Ormuz e, ao sétimo dia, Teerão e Washington retomariam as negociações para um acordo final, que incluiria o programa nuclear iraniano.
Na sua intervenção perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, Sergei Lavrov afirmou ainda que a Rússia alcançará os seus objetivos militares na Ucrânia, “independentemente das circunstâncias”.
“Os objetivos da operação militar especial serão alcançados, a ameaça à segurança da Rússia será eliminada e a vida pacífica regressará. Isso acontecerá independentemente das circunstâncias”, declarou o ministro.
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