
Maputo, 24 set 2026 (Lusa) – O dinheiro fÃsico a circular em Moçambique cresceu 0,5% em julho, para 76.905 milhões de meticais (1.049 milhões de euros), aumentando pelo quarto mês consecutivo após as quedas no primeiro trimestre e renovando máximos.
De acordo com os dados estatÃsticos mais recentes do Banco de Moçambique, compilados hoje pela Lusa, este agregado monetário ascendeu a 74.951 milhões de meticais (1.022 milhões de euros) em dezembro de 2025, antes de recuar para 69.041 milhões de meticais (942 milhões de euros) em janeiro deste ano.
A tendência de redução prolongou-se em fevereiro e março, quando o dinheiro em circulação em Moçambique baixou para 67.597 milhões e 67.376 milhões de meticais, respetivamente. Em abril, contudo, registou-se uma inversão, com uma subida para 70.804 milhões de meticais (966 milhões de euros), seguida de novo crescimento em maio, junho e julho, neste caso renovando máximos de pelo menos um ano.
A retirada de dinheiro de circulação constitui uma das ferramentas de polÃtica monetária utilizadas pelos bancos centrais para reduzir a liquidez na economia e conter pressões inflacionistas. Já o aumento do numerário em circulação tende a refletir uma maior disponibilidade de moeda na economia.
O Banco de Moçambique manteve em 29 de julho a taxa de juro de referência, MIMO, em 9,25%, admitindo uma redução da liquidez em moeda nacional e um aumento da inflação no curto prazo, embora prevendo o regresso desta para um dÃgito no médio prazo.
“Esta decisão é sustentada pela redução da liquidez em moeda nacional no sistema bancário, decorrente do aumento do coeficiente de reservas obrigatórias em maio último, não obstante a prevalência de elevados riscos e incertezas associados à s projeções de inflação”, afirmou o governador cessante do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela.
A posição foi assumida no final da reunião do Comité de PolÃtica Monetária (CPMO), em Maputo, que se realiza de dois em dois meses e que decidiu manter a taxa inalterada, tal como já tinha acontecido em março e maio, após um ciclo de 12 reduções consecutivas iniciado em janeiro de 2024.
Em maio, o CPMO decidiu ainda aumentar o coeficiente de reservas obrigatórias para os passivos em moeda nacional de 29% para 39%, com o objetivo de absorver a liquidez excedentária no sistema bancário e reduzir potenciais pressões inflacionistas. O coeficiente aplicado aos passivos em moeda estrangeira foi mantido em 29,5%, nÃvel que permaneceu inalterado na reunião de julho.
A próxima reunião do CPMO está agendada para 30 de setembro.
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