Polónia defende na ONU querer evitar guerra com a Rússia apesar das ameaças do Kremlin

Nações Unidas, 23 set 2026 (Lusa) – O presidente da Polónia, Karol Nawrocki, defendeu hoje perante a Assembleia Geral da ONU que quer evitar a guerra com a Rússia apesar das ameaças do Kremlin, que acusou de querer ‘desestabilizar a Europa’.

“Nós não procuramos um confronto. Estamos a reforçar as nossas alianças, a desenvolver os nossos acessos e a modernizar o nosso equipamento, não para travar uma guerra, mas para a prevenir”, assegurou Nawrocki durante a sua intervenção na semana de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU.

O chefe de Estado polaco disse que ao longo de muitos anos a Rússia tem tentado “de forma muito persistente” conquistar um país vizinho e desestabilizar toda uma região”.

“A Rússia está a desestabilizar a situação na Europa através de uma agressão aberta, operações híbridas, atos subversivos e de sabotagem”, afirmou.

Nawrocki acusou Moscovo de continuar a ter uma “visão neocolonialista e imperialista do mundo”, com a qual tenta impor a sua vontade sobre outras nações.

“A Polónia está muito consciente das consequências do imperialismo e do colonialismo da Rússia. A história ensinou-nos que a liberdade e a soberania não podem ser defendidas sozinhas”, acrescentou.

Neste sentido, defendeu a sua intenção de “lutar contra as ameaças que as políticas agressivas do Kremlin representam” sob a perspetiva da defesa da “liberdade e soberania” e não do confronto.

O presidente polaco reivindicou a sua condição de membro aliado da NATO, uma organização cujo aproximar-se às fronteiras russas tem sido historicamente rejeitado por Moscovo, que considera a sua expansão para leste uma ameaça à sua segurança.

Nawrocki aplaudiu também o acordo assinado entre os EUA, a Dinamarca e a Gronelândia para fortalecer a segurança no Ártico, que, entre outras coisas, rejeita o estabelecimento de bases militares da China e da Rússia na região.

Por outro lado, o chefe de Estado polaco, apoiado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, celebrou o convite para que o seu país participe na próxima reunião do G20, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, e reivindicou a necessidade de que se ouça o Leste da Europa.

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