
Montreal, Canadá, 20 set 2026 (Lusa) — Remco Evenepoel tornou-se hoje no primeiro ciclista a conquistar quatro tÃtulos consecutivos de contrarrelógio, encabeçando um pódio de luxo em Montreal ocupado pelo novamente ‘vice’ Filippo Ganna e pelo promissor Paul Seixas.
Aos 26 anos, o duplo campeão olÃmpico de Paris2024 igualou o recorde do suÃço Fabian Cancellara e do alemão Tony Martin, dois ciclistas que, contudo, nunca garantiram os seus quatro tÃtulos de forma consecutiva.
“É fantástico. Era o objetivo ganhar pela quarta vez, era uma grande motivação”, reconheceu o belga, que cumpriu os 39,2 quilómetros, com passagem no circuito Gilles Villeneuve, em 44.53 minutos, completados uma velocidade meteórica de 52,400 km/hora.
Primeiro em todos os pontos intermédios, Evenepoel, que na véspera se tinha queixado pela falta de tempo para reconhecer o percurso, confirmou o seu favoritismo, após ter tido “grandes sensações todo o dia”, e deixou Ganna a uns ‘distantes’ 57 segundos.
O italiano, que até ‘assustou’ ao ser 10.º no primeiro intermédio, está mesmo ‘condenado’ a ser segundo atrás do belga, tendo-o sido também no ano passado nos Europeus, nos Jogos OlÃmpicos Paris2024 e nos Mundiais, em 2023 e 2024.
O duas vezes campeão mundial (2020 e 2021) e também terceiro em 2019 demonstrou, contudo, que é o segundo melhor contrarrelogista do pelotão, deixando Paul Seixas com um sorriso resignado quando cortou a meta e bateu o tempo do prodÃgio francês.
Campeão mundial junior de contrarrelógio há dois anos, o jovem de 19 anos ficou no pódio, contra todos os prognósticos, a 01.13 minutos de Evenepoel.
Seixas contrariou vários favoritos, entre os quais o suÃço Stefan Küng, o ‘vice’ em 2022 e terceiro em 2020 que hoje foi a grande deceção, ao ser sétimo, a 01.44.
O português Nelson Oliveira fechou o top 20, a 02.23, sendo seguido pelo compatriota Ivo Oliveira, que ficou a 02.28 do vencedor.
Um clássico nos contrarrelógios de Mundiais, ou não tivesse acumulado seis presenças no top 10 ao longo de mais de uma década, Nelson Oliveira foi o primeiro ciclista nacional a sair para a estrada e mereceu honras de acompanhamento televisivo, ‘justificadas’ pelo segundo melhor tempo no segundo ponto intermédio.
Vice-campeão mundial sub-23 em 2009, o veterano luso era segundo quando concluiu o seu exercÃcio, a 12 segundos de Jasha Sütterlin.
Mas rapidamente o alemão saiu da ‘cadeira quente’, pois o dinamarquês Kasper Asgreen estava num dia ‘sim’ e foi o primeiro a baixar dos 47 minutos, fixando o melhor tempo em 46.41.
Jakob Söderqvist ameaçava, então, tornar-se a surpresa da jornada, mas foi Paul Seixas a destronar Asgreen e a impedir o campeão sueco de ficar no pódio.
O norte-americano Brandon McNulty também ultrapassou Söderqvist, acabando na quarta posição, numa classificação em que o mexicano Isaac del Toro foi sexto — perdeu o primeiro duelo com Seixas nestes Mundiais.
Antes, na prova que inaugurou os Campeonatos do Mundo de Montreal e em dia de aniversário, Marlen Reusser revalidou o tÃtulo feminino de contrarrelógio, ao percorrer os 39,2 quilómetros de exercÃcio individual em 50.24 minutos.
A suÃça de 35 anos foi 40 segundos mais rápida do que a britânica Zoe Bäckstedt, que ficou com a prata, com a alemã Franziska Koch, terceira a 45, a bater a experiente Elisa Longo Borghini na luta pelo bronze.
Esta é a quinta medalha que Marlen Reusser alcança no contrarrelógio em Campeonatos do Mundo, já que também foi segunda em 2020 e 2021 e terceira em 2022.
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