Jornalistas da CNN e da MS NOW impedidos de entrar na Casa Branca

Washington, 19 set 2026 (Lusa) – Os jornalistas dos canais norte-americanos CNN e MS NOW foram hoje impedidos de entrar na Casa Branca, um dia depois de o presidente dos EUA ter dito que seria proibida a entrada daqueles meios e do Politico.

As credenciais de imprensa da Casa Branca da equipa da MS NOW foram apreendidas pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos durante um controlo de segurança no exterior da Ala Oeste, segundo informou o canal de notícias no seu ‘site’.

“A Casa Branca pertence ao povo norte-americano e as decisões que são tomadas no seu interior são financiadas com os nossos impostos”, afirmou a MS NOW em comunicado.

A estação acrescentou que tem “a intenção de tomar todas as medidas necessárias” para defender os seus direitos “protegidos pela Primeira Emenda (da Constituição dos Estados Unidos) e o papel fundamental do jornalismo independente”.

A MS NOW assegurou que apoia os seus apresentadores, repórteres e redatores e que continuará a “informar sobre o Presidente, a Administração e os temas que afetam o povo norte-americano”.

A CNN também confirmou hoje que tinha sido negado aos seus jornalistas o acesso à Casa Branca.

“A missão da CNN de informar sobre o Governo dos EUA continuará independentemente de qualquer tentativa de restringir o acesso físico à Casa Branca e a outros edifícios governamentais, ou de qualquer outra tentativa de obstruir o nosso jornalismo”, declarou a CNN em comunicado.

Trump anunciou na sexta-feira que proibia “com efeito imediato” o acesso à Casa Branca à CNN, à MS NOW e ao Politico, que acusou de divulgar o que classificou como “notícias falsas”.

O presidente escreveu na sua rede social Truth Social que os meios de comunicação “não deveriam poder escrever ou divulgar constantemente ficção e mentiras” ao cobrir o presidente, a sua Administração ou os Estados Unidos, e ameaçou alargar as proibições a “outros meios de comunicação que divulgam notícias falsas”.

O anúncio ocorreu enquanto jornalistas dos meios afetados continuavam a trabalhar na Casa Branca e sem que o Governo tivesse detalhado como a medida seria aplicada.

A Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) classificou na sexta-feira a medida como uma “proibição da imprensa livre”.

“O presidente disse-o claramente no Salão Oval, descrevendo a sua própria ação prevista como uma proibição da imprensa livre”, afirmou a presidente da WHCA, Jacqui Heinrich, num comunicado divulgado no X.

A associação acrescentou que a Constituição dos Estados Unidos protege a liberdade de imprensa contra a interferência do Governo.

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