IPMA alarga período de aviso amarelo para nove distritos devido ao calor

Lisboa, 19 set 2026 (Lusa) — O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alargou o período do aviso amarelo devido à previsão de tempo quente em nove distritos, até às 19:00 de segunda-feira.

Na sexta-feira, o IPMA informara que os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa e Setúbal, irão estar sob aviso amarelo entre as 09:00 de domingo e as 08:00 de segunda-feira devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

Hoje, o Instituto atualizou os avisos, que entraram em vigor já esta manhã — às 11:39 — nos distritos de Coimbra, Leiria e Lisboa, enquanto nos restantes o início continua previsto para as 09:00 de domingo.

O final do aviso, porém, foi alargado para a totalidade dos nove distritos até às 19:00 de segunda-feira.

O aviso amarelo é o menos grave de uma escala de três e é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê a partir de hoje uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica que deverá provocar uma “subida gradual de temperatura” com valores máximos de 38 graus no Alentejo e Vale do Tejo.

Segundo o Instituto, a subida gradual de temperatura a partir de hoje deve-se “à influência de um anticiclone localizado a norte dos Açores, que se entende em crista até ao Golfo da Biscaia, promovendo o transporte de uma massa de ar de origem continental (quente e seco) sobre a Península Ibérica”.

“A temperatura máxima deverá atingir valores acima de 30 graus na generalidade do território do continente, aproximando-se de 38 graus em alguns locais, nomeadamente do Alentejo e Vale do Tejo”, prevê o IPMA.

A temperatura mínima, acrescenta o instituto, “também registará uma pequena subida, não descendo de 20 graus em alguns locais do Alto Alentejo, Beira Baixa, Vale do Tejo e sotavento algarvio”.

De acordo com o IPMA, este episódio de tempo quente “será caracterizado essencialmente” pela sua duração, “com elevada probabilidade de vir a configurar uma onda de calor em grande parte do território”.

“Apesar dos valores previstos da temperatura máxima serem menos elevados que os registados em alguns episódios neste verão, serão substancialmente superiores aos valores médios para a segunda quinzena de setembro”, aponta.

O instituto refere que se considera “uma onda de calor quando, num período de seis dias consecutivos, a temperatura máxima do ar é superior em 5° C ao valor médio das temperaturas máximas diárias, para um determinado período de referência”.

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