
Washington, 19 set 2026 (Lusa) — O Governo dos Estados Unidos confirmou esta sexta-feira que o Presidente norte-americano, Donald Trump, vai encontrar-se com a Presidente interina da Venezuela, Delcy RodrÃguez, à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas em Nova Iorque.
O encontro na próxima terça-feira será a primeira reunião presencial entre os dois lÃderes e representará o contacto ao mais alto nÃvel em mais de uma década entre Washington e Caracas.
Segundo confirmou a Casa Branca, a reunião encerrará a agenda oficial de Trump durante a Semana de Alto NÃvel da 81.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, que decorre de 18 a 28 de setembro de 2026, na sede da ONU em Nova Iorque.
Nesse mesmo dia, o Presidente norte-americano discursará perante a Assembleia-Geral e terá encontros bilaterais com os primeiros-ministros do Reino Unido e do Japão, além de reuniões com vários lÃderes do Golfo Pérsico.
A confirmação oficial surge após semanas de especulação sobre a realização do encontro. No passado domingo, Trump já tinha referido a “possibilidade” de uma reunião, enquanto vários meios de comunicação norte-americanos noticiavam que as duas delegações estavam a ultimar os detalhes logÃsticos.
O encontro entre Trump e RodrÃguez será o primeiro frente a frente entre lÃderes dos Estados Unidos e da Venezuela em mais de dez anos.
O último contacto direto ao mais alto nÃvel ocorreu em abril de 2015, quando Barack Obama e Nicolás Maduro mantiveram uma breve conversa durante uma cimeira realizada no Panamá.
Desde a operação militar norte-americana realizada em janeiro passado, na qual o ex-Presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado e colocado à disposição da justiça em território norte-americano, Washington e Caracas têm mantido relações diplomáticas mais próximas, após um perÃodo de forte afastamento iniciado em 2019.
As Nações Unidas consideraram esta semana que as instituições estatais responsáveis pela repressão e violações de direitos humanos no paÃs continuam “intactas”, apesar de melhorias “limitadas” registadas no último ano.  Â
   As conclusões acompanham um relatório que assinala uma “redução significativa das detenções prolongadas e dos desaparecimentos forçados” após a captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro na operação norte-americana em 03 de janeiro.  Â
   “Enquanto não forem desmanteladas as estruturas repressivas, garantida a independência judicial e devidamente investigados e sancionados os responsáveis por violações de direitos humanos, qualquer abertura permanecerá frágil e reversÃvel,” apontou a Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre a Venezuela da ONU.
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